Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Brandão, Renata Paula Martins |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-22092022-163200/
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Resumo: |
Introdução: A Nefropatia Membranosa é uma das principais causas de síndrome nefrótica em adultos a partir de 40 anos. Estudos comparando o acometimento dessa doença entre adultos jovens versus idosos são escassos. O objetivo foi determinar a proporção de acometimento da Nefropatia Membranosa em jovens e idosos, comparando entre eles os dados clínicos, etiológicos, de remissão da doença e sobrevivência. Método: Estudo retrospectivo entre 2009 a 2017 de pacientes com biópsia renal comprovando Nefropatia Membranosa. Foram excluídos os com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico, os sem dados adequados de prontuário ou de biópsia renal. Resultados: Foram 214 pacientes com Nefropatia Membranosa, 45 (21,02%) tinham 60 anos ou mais de idade ao diagnóstico (grupo idoso). Comparando-os ao diagnóstico com os pacientes jovens (n=169) houve predomínio do sexo masculino em ambos, 66,66 vs 60,35% p = 0,43; não havendo diferença nos valores de proteinúria, 6,00 (3,3- 8,00) vs 6,20 (3,00-9,00) g/dia p=0,56 ou presença de hematúria, 42,22 vs 34,31% p=0,32. Contudo, o grupo idoso tinha uma creatinina sérica mais elevada, 1,50 (1,00-2,36) vs 1,00 (0,75-1,40) mg/dl p= 0,0011 e maior prevalência de hipertensão arterial sistêmica, 71,11 vs 43,78% p = 0,0011. Nessa amostra, 36 pacientes (16,82%) tinham Nefropatia Membranosa de causa secundária, destacando uma proporção igual de causas infecciosas e autoimunes entres idosos e jovens, porém um aumento na proporção de etiologia neoplásica no grupo de idosos versus jovem, 11,11 vs 2,95% p= 0,02. Cento e quinze pacientes foram acompanhados por uma mediana de tempo de seguimento de 4,00 (2,00-6,00) anos, com creatinina sérica final de 1,21 (0,91- 2,73) mg/dl e 14,5% (n=17) de evolução para terapia renal substitutiva. Apresentaram remissão completa da doença 60 pacientes (54%) e remissão parcial 16 pacientes (14,4%). Os idosos que evoluíram para terapia renal substitutiva foram 8 (32%) estatisticamente em maior proporção que os pacientes jovens que foram 8 (9%), p 0,0045. Contudo, todos os que evoluíram a óbito (n=4) pertenciam ao grupo dos jovens. Pacientes idosos tiveram 68% de 7 remissão completa ou parcial (n=17), sem diferença estatística comparados com jovens que apresentaram 65,4% (n=59). Em relação ao uso de imunossupressão, 60% dos idosos e 63,9 % dos jovens usaram imunossupressão. Conclusão: O estudo mostra que apesar de a Nefropatia Membranosa ser a principal causa de síndrome nefrótica em idosos ela foi mais prevalente na faixa etária abaixo de 60 anos em nossa casuística. Mesmo com o achado de maior evolução para terapia renal substitutiva, os pacientes idosos tiveram taxas de remissão comparadas aos jovens e nenhum óbito, mostrando benefícios da busca do diagnóstico e do tratamento da Nefropatia Membranosa nesse grupo de pacientes. As causas secundárias corresponderam a menos de 20% da casuística, contudo a associação com neoplasia foi maior no grupo idoso |