Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Jesus, Thiago Moreira de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-20122024-121617/
|
Resumo: |
Este trabalho procura contrapor a concepção clássica da Geografia Política, que restringe à abrangência territorial do Estado o monopólio do exercício do poder no espaço por meio de sua soberania, com teorias mais recentes no campo científico apontando a multidimensionalidade do poder no espaço e, portanto, a existência de múltiplas territorialidades. Formas alternativas de coletividades, cujo poder político, forma de organização social e ideal de justiça não estão resguardados nas mãos do Estado, existiram na história, e ainda hoje ocorrem de forma a contradizer e, muitas vezes, confrontar a territorialidade do Estado soberano, outrora vista pela Geografia Política como a única existente. Esta pesquisa partilha da ideia de que no espaço geográfico manifestam-se diversas estruturas de poder, sendo a do Estado apenas uma delas. Após a segunda metade do século XX, os fenômenos da globalização e da mundialização do capital foram paulatinamente fragilizando a ideia clássica de soberania dos Estados Nacionais, que por sua vez foram tendo cada vez mais suas fronteiras ameaçadas por políticas supranacionais e ações de grupos econômicos multinacionais. Permeando este raciocínio, Carlos Walter Porto-Gonçalves (2001, p. 7) afirma que \"vivemos a crise da forma geográfica da sociedade moderna que é o Estado Territorial Nacional e de todo um conjunto de relações sociais e de poder que o sustenta\". De acordo com as reflexões de geógrafos políticos, percebeu-se que essas ameaças à chamada soberania, entretanto, não se davam apenas por vetores externos, mas forças internas também emergiam, conforme exposto nesta dissertação, de modo a desestabilizar a centralidade e a unidade da autoridade estatal. Pretende-se demonstrar no trabalho, após a análise da crítica de Raffestin (1993) à Geografia Política Tradicional e à possibilidade de existência múltiplas territorialidades no espaço geográfico, como surge, a partir da evolução urbana do Rio de Janeiro, o crime organizado na cidade (em diferentes segmentos); este, apropriando-se da geografia da cidade, conseguiu fortalecer seus modelos criminosos e exerce contemporaneamente um inegável e marcante poder. Mesmo dentro das delimitações do Estado-nação, coexistem outros polos de poder. É dever da Ciência Geográfica também analisá-los |