Pé e fé na caminhada: povo em movimento na produção do espaço urbano paulistano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Duarte, Cláudia de Andrade Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-11012022-164523/
Resumo: Esta dissertação propõe uma análise da política presente nas práticas cotidianas populares, que partem do pé no chão das suas realidades e da fé em outros mundos possíveis. Aborda a relação entre a luta social daqueles que reivindicam o direito à cidade e a produção do espaço urbano. Busca compreender como tais práticas produzem espaços urbanos e quais os limites e potências para a real democratização das cidades. Tem como argumento central a defesa da existência de uma relação dialética entre cidade produz ocupação e ocupação produz cidade. Dizer que a cidade produz ocupação significa reconhecer que está inserida dentro do regime de produção capitalista do espaço, o que resulta em limites. Ao mesmo tempo, parte do entendimento de que a ocupação produz cidade, no sentido de reconhecê-la como uma forma de produção social do espaço urbano, não somente pela necessidade do morar, mas também como resistência a um contexto sociopolítico econômico que é por natureza desigual e excludente. Daí advém a sua potência transformadora. Parte-se da recuperação histórica da atuação das Comunidades Eclesiais de Base nas periferias paulistanas e do trabalho de campo realizado na ocupação urbana Jardim da União, no extremo sul da cidade de São Paulo. Abordar esses dois pontos permitiu refletir sobre permanências e deslocamentos ao longo das últimas décadas, como forma de contribuir para a compreensão sobre como as periferias são significadas e figuradas a depender do contexto, e romper com a visão dicotômica das diversas formas de produção do espaço urbano. Ao estudar o tema da política, a violência se interpôs como uma temática, uma vez que as trajetórias estudadas são atravessadas e marcadas por diversas modalidades de violência, de estigmas e de preconceitos.