Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Zacchi, Marianne Amada |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-06022017-161855/
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: Tem havido um crescente interesse em desenvolver programas para oferecer cuidados em casa para as condições que têm sido tradicionalmente tratadas nos hospitais, impulsionado por uma série de fatores, incluindo considerações de custo, a preferência do paciente e o aumento do risco de infecções adquiridas no hospital. As infecções são uma importante causa de internação e os antimicrobianos estão entre os fármacos mais comumente prescritos, o uso inadequado e disseminado está associado ao aparecimento de patógenos resistentes. Na oncologia os pacientes constituem um grupo sob especial risco de infecções. Estudos específicos sobre conversão de antimicrobianos em oncologia não são facilmente encontrados na literatura. OBJETIVO: Avaliar a eficácia do protocolo de um programa de terapia sequencial de antimicrobiano em hospital referência em oncologia. MÉTODO: Estudo retrospectivo de avaliação de intervenção, realizado em internação de um instituto de alta complexidade em oncologia, no período de maio de 2011 a maio de 2012, com etapa observacional pré-intervenção, e etapa de intervenção com aplicação do protocolo de terapia sequencial, onde ocorre a substituição do mesmo antimicrobiano de via intravenosa para a via oral. RESULTADOS: Foram incluídos 889 pacientes, 357 no período pré-intervenção e 532 no período de intervenção. Não houve diferença estatisticamente significativa na proporção de trocas entre os grupos pré-intervenção e intervenção, 33,61% e 37,59% respectivamente (OR 1,19, IC95% 0,90-1,58, p 0,23). Porém houve diferença para uso de levofloxacino, com maior chance de troca no grupo de intervenção (OR 2,94, IC95% 1,58-5,58, p 0,008). A neoplasia de mama como diagnóstico oncológico também foi associada a maior chance de troca (OR 2,10 IC95% 1,04-4,23, p 0,04). CONCLUSÃO: A implementação de protocolo de um programa de terapia sequencial em pacientes oncológicos em regime de internação não demonstrou impacto na troca de antimicrobiano IV para VO. Entretanto, resultou em maior chance de troca quando aplicada nos casos do uso de levofloxacino e naqueles cujo diagnóstico oncológico era neoplasia de mama |