Correlação colpo-cito-histológica da infecção pelo papilomavírus humano em adolescentes com atividade sexual

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Tubaki, Márcia Emy
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-13102014-113954/
Resumo: Este estudo prospectivo foi delineado com o objetivo de avaliar os achados citológicos, colposcópicos e histológicos da infecção pelo papilomavírus humano em adolescentes e estabelecer a correlação entre o resultado da colpocitologia oncológica e os fatores de risco para a infecção pelo papilomavírus humano. O grupo foi constituído por 82 adolescentes entre 13 e 19 anos, acompanhadas no Ambulatório de Adolescentes e encaminhadas ao Setor de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. As pacientes foram submetidas a anamnese, coleta da colpocitologia oncológica, colposcopia e biópsia de colo uterino na presença de aspectos colposcópicos anormais. A média etária das pacientes foi de 17,7 anos, com desvio-padrão de 1,4 anos. A colpocitologia oncológica foi normal em 57% e alterada em 43%. Os achados citológicos anormais diagnosticados foram: lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau em 38%, lesão intra-epitelial escamosa de alto grau em 4% e células escamosas atípicas de significado indeterminado em 1%. A colposcopia foi satisfatória em todos os casos. Os achados colposcópicos normais foram o epitélio pavimentoso original em 4%, epitélio cilíndrico em 18% e a zona de transformação normal em 28%. A zona de transformação anormal estava presente em 50% dos casos, sendo representada pelas alterações epiteliais em 52%, seguida das vasculares em 41% e mistas em 7%. O exame histológico do material de biópsia de colo uterino diagnosticou cervicite crônica em 33%, cervicite crônica associada à infecção pelo papilomavírus humano em 2,4%, neoplasia intra-epitelial cervical grau 1 em 11%, neoplasia intra-epitelial cervical grau 2 em 2,4% e neoplasia intra-epitelial cervical grau 3 em 1,2%. Quanto aos fatores de risco e sua associação com o resultado da colpocitologia oncológica, a análise univariada dos parâmetros idade, menarca, início da atividade sexual, intervalo entre menarca e primeira relação sexual, número de parceiros, tabagismo e método contraceptivo não apresentou diferença estatisticamente significante. A análise conjunta das variáveis independentes através do método de regressão logística identificou os parâmetros idade, menarca e método contraceptivo como fatores relevantes. O aumento em um ano na idade da adolescente diminui a probabilidade (30%) de alteração no resultado citológico. O atraso em um ano na menarca reduz a probabilidade (35%) de colpocitologia oncológica alterada. A utilização de método anticoncepcional hormonal (anticoncepcional oral ou injetável) aumenta a probabilidade de alteração citológica