Estudo da relação entre os diagnósticos clínicos e necroscópicos de causa mortis de pacientes que vieram a óbito no HC-FMRP/USP nos anos de 2010 e 2014

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Carezzato, Carolina Lindemann
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-06012017-101851/
Resumo: Apesar da considerável queda no índice de necrópsias - dado pelo número de necrópsias sobre o número total de mortes - por diferentes motivos tecnológicos, médicos e sociais, esse ainda é o principal exame para conferência de discrepâncias diagnósticas ante-mortem e post-mortem e elaboração de relatórios sobre morbidade e mortalidade e riscos aos pacientes. Nosso estudo compara e descreve diagnósticos ante-mortem e de necrópsia dos pacientes que faleceram no HC-FMRP/USP nos anos de 2010 e 2014. Foram analisadas 1216 necropsias realizadas no HC-FMRP nos anos de 2010 e 2014, sendo pareados os diagnósticos clínico e de necrópsia e classificados segundo o modelo de Goldman (1983) modificado. O índice médio de necrópsias foi de 49%. O percentual médio de discrepâncias diagnósticas maiores foi de 23,4%, com média de 15% de discrepâncias Grau 1 e de 8,3% Grau 2. A faixa etária com maior predomínio de discrepâncias foi de 80 a 100 anos. O diagnóstico de maior prevalência foi a pneumonia, presente em 40% de todos os casos avaliados, dentre os quais 25% apresentaram discrepâncias maiores. Nossos resultados são comparáveis aos registrados na maioria dos estudos mais recentes, em que a porcentagem de discrepâncias maiores em outros hospitais brasileiros se mantém em torno dos 32- 35%, e abaixo dos resultados de estudos internacionais, nos quais a discrepâncias maiores são em torno de 20%.