Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2012 |
Autor(a) principal: |
Anjos, Kátia Campos dos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-09012013-170224/
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: Os acidentes de trânsito são considerados um problema de saúde pública, identificado como umas das primeiras causas de morte violenta no mundo. No Brasil, a cada minuto uma pessoa morre ou fica ferida em consequência de acidentes com motocicletas. Este estudo teve como objetivo verificar o perfil e as implicações sociais e econômicas dos pacientes vítimas de acidentes com motocicleta. MÉTODO: Estudo prospectivo que avaliou 68 motociclistas na condição de condutor ou passageiro, no momento da internação e após seis meses decorridos do acidente. Utilizou-se questionário abordando perguntas quantitativas e qualitativas. RESULTADO: A motocicleta é responsável por 12% das internações na Instituição, 54,4% são jovens de até 28 anos de idade. 92,6% são condutores e 91,2% do sexo masculino. 50% utilizavam a moto como meio de transporte diário, sendo que 70,6% aprenderam a dirigir sozinhos, com parentes ou amigos. Na reavaliação após seis meses 94,1% necessitaram da ajuda de alguém e 83,8% tiveram a dinâmica familiar alterada em decorrência do acidente. 73,5% não retornaram as atividades profissionais, 80,9% precisaram de dinheiro extra, e destes 45,6% resolveram a situação financeira com empréstimos. Quanto às atividades de lazer, antes do acidente 64,7% praticavam atividades esportivas e após o acidente, 50% não exerciam nenhuma prática, restringindo-se ao ambiente doméstico. Os principais impactos mencionados foram: limitação dos movimentos (52,9%), maior atenção e direção defensiva (32,4%) e medo (27,9%). As mudanças mais expressivas ocorridas no dia-a-dia foram: locomoção (95,6%), a família (61,8%) e o relacionamento afetivo (16,2%). CONCLUSÃO: O acidente de motocicleta é um problema de saúde pública que afeta a população jovem e economicamente ativa do país. A incapacidade temporária ou permanente determina a alteração da dinâmica familiar; trauma psicológico e afetivo, comprometimento do lazer e mudança no comportamento do indivíduo. As dificuldades econômicas em decorrência da perda de produção e aumento de gastos com o tratamento geram dificuldades financeiras e causam impacto negativo na situação econômica familiar. |