Modelo radiômico baseado em ressonância magnética e a resposta ao tratamento neoadjuvante no adenocarcinoma retal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Santos, João Manoel Miranda Magalhães
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5151/tde-08102025-111841/
Resumo: Introdução: Embora promissor, o uso clínico da radiômica ainda possui limitações. Há poucos estudos multicêntricos internacionais que avaliam o valor incremental da radiômica quando combinada a parâmetros qualitativos da ressonância magnética (RM), como o Grau de Regressão Tumoral por Ressonância Magnética (mrTRG). Além disso, não há nenhum estudo de radiômica e câncer de reto na população brasileira. Objetivos: Desenvolver um escore radiômico baseado em RM, denominado rad-score, e investigar seu desempenho isolado e combinado com o mrTRG na predição da resposta patológica completa (RPC) em pacientes com câncer de reto localmente avançado (CRLA) submetidos à quimiorradioterapia neoadjuvante. Métodos: Neste estudo retrospectivo, foram incluídos 180 pacientes consecutivos com CRLA, submetidos a QRT neoadjuvante seguida de cirurgia, no período de julho de 2011 a novembro de 2015. Os volumes de interesse foram segmentados manualmente a partir de imagens ponderadas em T2, incluindo todo o tumor na RM de estadiamento inicial e todo o leito tumoral na RM de reestadiamento. Os tumores foram classificados por radiologistas experientes de acordo com o sistema mrTRG na RM de reestadiamento. O rad-score foi calculado e os pontos de corte ideais para mrTRG e rad-score, capazes de predizer a resposta patológica completa, foram selecionados usando o índice de Youden. Resultados: Dos 180 pacientes (média de idade = 63 anos; 60% homens), 33 (18%) apresentaram RPC. O ponto de corte alto do rad-score (> 1,49) produziu uma área sob a curva (AUC) de 0,759, a mesma da classificação mrTRG 1-2. Quando combinados, o rad-score e o mrTRG 1-2 produziram uma AUC significativamente maior (0,836) em comparação com os modelos isolados (p < 0,001). Um modelo de regressão logística foi construído para calcular as razões de chances ajustadas para RPC, que foram de 4,85 (p < 0,001). Conclusão: Este estudo demonstrou que o rad-score baseado na RM de reestadiamento do CRLA teve desempenho diagnóstico comparável ao mrTRG. No entanto, o modelo combinado, que incorporou as avaliações qualitativa e quantitativa, apresentou um desempenho diagnóstico significativamente melhor para predizer RPC. Portanto, a combinação de mrTRG e rad-score pode ser útil para melhorar a predição de RPC em pacientes com CRLA tratados com quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia.