Avaliação cognitiva e estresse: um estudo com gestantes com e sem intercorrências clínicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Maia, Fabiana Chaves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-03052017-152115/
Resumo: As naturezas das queixas acerca das alterações cognitivas no período gestacional ainda não estão estabelecidas na literatura. Mulheres com intercorrências clínicas nesse período são consideradas gestantes de alto risco. Essas gestantes pela particularidade de sua gravidez passam pelo período gestacional supostamente, com maior influência de estresse. O estresse é uma resposta adaptativa do organismo a uma situação de perigo. Os objetivos deste estudo foram verificar a associação entre gestação sem intercorrências clínicas (G1), gestação com intercorrências clínicas (G2) e presença de estresse, além de realizar a comparação entre estresse e memória episódica e semântica, atenção, velocidade de processamento, funções executivas e inteligência nos grupos G1 e G2. Método: estudo transversal realizado com 161 gestantes no Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foi utilizada entrevista dirigida e Inventário de Sintomas de Stress para Adultos da Lipp (ISSL) para verificação de sintomas de estresse. Foi realizado avaliação das funções cognitivas por meio dos testes: Escala Wechsler de Inteligência (WAIS III), Hopkins Verbal Learning Test (HVLT) e teste D2 de atenção. A análise estatística dos dados sócio-demográficos foram realizadas através dos teste t student, teste Qui-Quadrado e teste Exato de Fischer. A associação entre as funções cognitivas e os sintomas de estresse em cada grupo foi realizada por meio do teste não paramétrico Mann Whitney para duas amostras independentes. Para a comparação entre os grupos foi utilizado o teste não paramétrico Kruskall Wallis. Quando constatado significância estatística no teste Kruskal Wallis, os dados foram submetidos ao teste de Dunn para comparações múltiplas dois por dois considerando uma correção no valor p para múltiplas comparações. E por fim foi realizada análise de regressão linear múltiplas com intuito de verificar se as significâncias estatística são consistentes mesmo após ajustado com as variáveis de confusão. Em todas as análises foi considerado significância estatística com p=0,05. Resultados: Não constatou-se significância estatística entre sintomas de estresse e os grupos G1 e G2 (p=0,120). Encontrou-se significância estatística entre estresse e atenção concentrada no G1 (p=0,034) e entre estresse e memória episódica no G2 (P=0,037). Na comparação entre os grupos houve significância estatística entre gestantes com intercorrências clínicas e com estresse (CIC+E) e gestantes sem intercorrências clínicas e com estresse (SIC+E) em atenção concentrada (p ajustado=0,001), atenção seletiva (p ajustado=0,009) e memória operacional (p ajustado=0,015). Constatou-se ainda significância estatística entre gestantes sem intercorrências clínicas e sem estresse (SIC-E) e gestantes com intercorrências clínicas e com estresse (CIC+E) em memória episódica imediata (p ajustado < 0,001) e memória episódica tardia (p ajustado=0,001). Conclusão: A presença de sintomas positivos para estresse em gestantes sem intercorrências clínicas alterou o funcionamento frontal cerebral, com aumento do desempenho em atenção concentrada; atenção seletiva e de memória operacional em comparação a gestantes com intercorrências clínicas e estressadas