Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Pinto, Flavia Ismael |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-08042016-084322/
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Resumo: |
Introdução: A dependência de cocaína é doença crônica e afeta uma população bastante heterogênea. Fatores psicológicos, biológicos e sociais estão envolvidos com o quadro e sua evolução. A fissura, sintoma importante, pode ser influenciada por aspectos biológicos e psicológicos e altera o curso do quadro. Além disso, faltam sistemas classificatórios desta doença tão complexa. Os objetivos deste estudo são: investigar como a fissura pode ser influenciada por traços de personalidade e tentar agrupar pacientes com diferentes características pessoais em relação à resposta ao tratamento cognitivo comportamental. Métodos: Foram avaliados 100 pacientes que iniciaram o tratamento manualizado proposto. Classes de participantes que apresentavam características psicológicas relacionadas ao uso da droga e impulsividade semelhantes foram identificados em análise de classes latentes. A associação destas variáveis na adesão ao tratamento foi investigada. Dentre o grupo que terminou as quatro avaliações ao longo do acompanhamento, analisou-se como os traços de personalidade influenciam a intensidade, frequência e duração da fissura, usando o modelo de Equações de Estimativas Generalizadas com estrutura de correlação autorregressiva. Resultados: Dois grupos foram delineados. Participantes do Cluster 1 (n=60) foram caracterizados com maior nível de impulsividade, uso de maior quantidade de cocaína, maior nível educacional, mais história de tratamentos prévios e mais história familiar positiva de TUC que o Cluster 2 (n=40). Indivíduos do Cluster 1 aderiram mais ao tratamento. Em relação à fissura, observou-se que varia ao longo do tratamento. Traços de personalidade como busca por novidades, dependência de gratificação e esquiva ao dano interagem com a intensidade da fissura e persistência interage com a duração. Existe interação entre intensidade da fissura, uso de droga e via de administração. Conclusões: informações sobre características pessoais associadas à não adesão e ao abandono de tratamento, assim como à variação da fissura e sua correlação com fatores de personalidade devem ser investigados e avaliados para que tratamentos mais atrativos e eficazes possam ser propostos |