Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Vargas, Vania Maria |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-17072018-100649/
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Resumo: |
Um problema para profissionais que atendem crianças com doenças crônicas é o de encontrar técnicas de atendimento que motivem o tratamento, evite as complicações da doença e mantenham a qualidade de vida dos pacientes. Psicólogos, inseridos no âmbito hospitalar, que participam de programas de atendimento para crianças com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), se deparam com o sofrimento das mesmas, angústia dos pais e preocupação das equipes de saúde, principalmente quando há baixa adesão ao tratamento. Diante dos riscos de complicações graves que rodeiam essa patologia; das dificuldades no atendimento psicológico de crianças com doenças crônicas e da tendência ao uso de jogos na área da saúde; desenvolveu-se o Gamellito Adventures, um jogo digital para crianças e adolescentes com DM1. Este jogo (game) propõe aos jogadores a realização de cuidados de automonitorização, aplicação de insulina, alimentação e atividade física em um personagem com DM1. Ao considerar esse contexto, temse como objetivo apresentar Gamellito Adventures, como um dispositivo mediador na intervenção da psicologia em crianças com DM1 e realizar um estudo clínico para avaliar os alcances de sua utilização jogo, a partir de conceitos winnicottianos que enfocam o brincar e os objetos transicionais. Trata-se de uma pesquisa clínicoqualitativa que se dotou do método clínico e teve como coleta de dados entrevistas com os pais, consulta de prontuário médico e a técnica do Desenho-Estória com Tema e a utilização do próprio game como mediador e instrumento de coleta no atendimento. Participaram deste estudo cinco crianças com diagnóstico de DM1 na faixa etária de sete a onze anos, sendo quatro meninas e um menino, atendidos no Ambulatório de Especialidades do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina. Foram realizadas duas sessões com os responsáveis, entrevista inicial e devolutiva, e quatro sessões com cada criança, sendo que a primeira e última foram aplicados os Desenhos-Estórias com Tema. As demais sessões foram explorados os recursos do game, dos cuidados básicos, minigames e quizzes. Os resultados evidenciaram que a utilização do Gamellito Adventures o faz um potente recurso terapêutico em sessão de atendimento psicológico de crianças com DM1. Os aspectos clínicos comuns percebidos nos estudos de caso foram: as questões maternas que envolvem os pacientes com DM1, o sentimento de se perceber diferente em relação a outras crianças em relação ao seu estado crônico, a dificuldade de simbolização, as passagens ao ato e a negação da doença. Em relação aos aspectos do jogo, o estudo dos casos possibilitou entender que o Gamellito Adventures se fez um disparador para a fala da criança em relação à sua doença e na medida em que favorece a simbolização, é mediador para estabelecer a transferência, a aproximação do conhecimento e a responsabilização, elementos essenciais para melhorar a adesão ao tratamento. O Gamellito Adventures dá subsídios para que a criança se sinta identificada ao personagem e possa, então, falar sobre ela e sua relação com o DM1 e passar da posição de alguém sempre cuidada para um agente ativo: e cuidador |