Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Ramos, Rafael Registro |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27157/tde-27012015-162939/
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Resumo: |
O tratado de contraponto, Arte Explicada de Contraponto, do lisboeta André da Silva Gomes, destaca-se na produção teórico-musical brasileira como uma obra que articula o ensino musical europeu, especialmente o português, com aquele praticado no Brasil durante o período colonial. Seu autor, quarto mestre-de-capela da Sé de São Paulo desde 1774, certamente apropriou-se dos principais modelos pedagógicos em voga na segunda metade do século XVIII, em Portugal. A única cópia encontrada de seu tratado recebeu estudos que contribuíram para a divulgação e explicação da maior parte dos preceitos dessa obra, demonstrando seu possível alcance, adquirido ao longo do século XIX. Apesar disso, a questão sobre sua recepção teórica manteve-se aberta, contendo problemas referentes aos modelos teóricos que pudessem ser verificados na obra. O objetivo geral deste trabalho é primeiro, realizar uma consolidação bibliográfica a respeito do ensino teórico-musical em Portugal ao longo dos séculos XVII e XVIII, por um lado, e, vasculhar o caminho teórico encontrado nos tratados musicais europeus que versassem, de modo explícito, sobre as regras de contraponto e as regras do acompanhamento, a fim de se verificar quais desses modelos poderiam ser identificados na obra de Silva Gomes. Como metodologia e, também, delineamento da amplitude do trabalho, elencamos os principais tratados portugueses que se encaixam em uma dessas duas categorias mencionadas, complementados oportunamente por autores espanhóis e italianos, em sua maioria. Através de análises comparativas entre os discursos desses tratados e a obra teórica de Silva Gomes, pudemos verificar a manutenção de certos cânones do ensino de música, provenientes da tradição do contraponto, e enxergar novas possibilidades de interpretação do conteúdo da Arte Explicada, através dos manuais de acompanhamento. Estes, por sua vez, sugerem caminhos aos estudos sobre a recepção teórica brasileira, pautados na tradição de ensino napolitana, cujos modelos possuíram livre trânsito entre os compositores e professores portugueses desde o século XVIII |