Vendedoras de sentidos: entre trajetórias de trabalhadoras e a comunicação institucional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Gil, Patrícia Guimarães
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27148/tde-05072009-184055/
Resumo: A partir da aproximação entre a linha da comunicação institucional e os estudos de recepção, analisase como vendedoras informais de cosméticos produzem sentido para o discurso da empresa que representam, segundo sua classe social, sua identidade de gênero e sua situação de trabalho informal. A origem social é vista como mediação fundamental no processo conflituoso que se estabelece entre a instituição e o meio cultural em que vivem três mulheres acompanhadas na pesquisa de campo. A investigação extrapola o ambiente da fábrica e busca relacionar as estratégias de produção da empresa para seu programa próprio de televisão com as lógicas de uso das trabalhadoras. Esses dois lados se chocam no cotidiano, que é o espaço onde se desenvolve a trama de relações sociais existentes entre a organização e seus públicos. Ao privilegiar o desenrolar diário da vida das receptoras, valorizase a perspectiva do sujeito, em sua unicidade, como produtor de significado. Para tanto, foram realizadas entrevistas em profundidade. Na negociação entre a empresa de cosméticos e suas colaboradorasvendedoras pela produção de sentido em torno das práticas e marcas corporativas, revelase a falta de aderência entre as mensagens institucionais e a realidade dessas mulheres. Dessa forma, é tênue o sentimento de pertença real das trabalhadoras informais com a organização, ao mesmo tempo em que elas expressam no próprio consumo da comunicação suas diferentes formas de demanda por reconhecimento. Entre o discurso oficial e a trajetória de vida das receptoras, novos sentidos são gerados, indicando que já mais produção que passividade na ligação com a comunicação da empresa.