Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Crespo, Jeiel Carlos Lamonica |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-17042015-122810/
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Resumo: |
Introdução: No âmbito da assistência ao paciente crítico, ainda persiste uma intensa e controversa discussão acerca da dificuldade da manutenção da normoglicemia, especialmente a fim de evitar episódios hipoglicêmicos. A hipoglicemia consiste em importante evento adverso e fator limitante para o controle glicêmico (CG) ideal. Objetivo: Este trabalho teve por objetivo analisar a hipoglicemia e os fatores associados em pacientes críticos. Método: Coorte retrospectiva conduzida com pacientes críticos internados nas unidades de terapia intensiva, e clínica semi-intensiva do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo. A amostra foi composta por 106 adultos, que apresentaram CG, por, pelo menos, 48 h, e cujo seguimento foi de 72 h. A variável dependente foi hipoglicemia (70mg/dl) e independentes foram idade, dieta, uso de insulina, catecolaminas, hemodiálise, carga de trabalho de enfermagem e SAPSII. Na análise dos dados utilizaram-se os testes t de student, Exato de Fisher e regressão logística, com significância de p 0,05. Resultados: A incidência de hipoglicemia 70mg/dl foi de 14,2%. A média de idade foi 63,3 anos, com internação clínica em 67% dos casos, cerca de 40% dos pacientes tinham diabetes mellitus 39% insuficiência renal e 8% insuficiência hepática. A hipoglicemia foi associada a média da glicemia (p=0,013) variabilidade glicêmica (p=0,000), uso de catecolaminas (p=0,040), óbito na UTI (p=0,008). Foram fatores de risco a ausência de dieta via oral, OR 5,11; IC 1,04 -25,10, e a realização de hemodiálise OR 4,28; IC 1,16-15,76. O intervalo de medida glicêmica mais frequente foi de 6/6h, com poucas medidas em horários de troca de turno de trabalho e no período das 4 h às 7 h. A correlação entre medidas glicêmicas prescritas e realizadas foi de 0,880 (p=0,000). Conclusão: A hipoglicemia persiste como evento adverso no contexto das unidades críticas. A prescrição do CG, com maior ênfase na monitorização nos grupos de risco, ou seja, nos pacientes submetidos a hemodiálise e aqueles que não recebem dieta VO, pode ajudar a prevenir episódios hipoglicêmicos |