Análise da acessibilidade individual de residentes na zona leste do município de São Paulo.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Cavalcanti, Júlia de Matos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3138/tde-19112019-084030/
Resumo: Compreender a acessibilidade individual e seus espaços de atividades, através de indicadores que representem quais atividades e oportunidades os residentes da zona leste conseguem participar em um determinado tempo, contribui para analisar um dos aspectos da segregação a que estão sujeitos. Na era da big data, a riqueza dos dados espaciais e ferramentas de geovisualização tornam possível capturar e compreender melhor a dinâmica dos indivíduos e seus espaços de atividades. O método proposto foi aplicado para 2 regiões díspares, quanto ao perfil urbanístico, socioeconômico e de acessibilidade para uma amostra da população residente da periferia leste. Utilizando análise espaço-temporal e métricas do espaço de atividades, a acessibilidade individual de 14 residentes na zona leste do município de São Paulo foi reconstituída a partir dos dados de bilhetagem eletrônica no transporte público municipal, para um período contínuo de 11 semanas no ano de 2016. Os resultados indicaram que a oferta da infraestrutura de transporte da Região 1 afetou a qualidade dos espaços de atividades dos usuários, com viagens externas à zona leste, menor número de transferências e tempo de deslocamentos, em regiões com alta densidade de empregos e maior diversidade urbanística e socioeconômica, em suas viagens obrigatórias e regulares. Para os usuários da Região 2, os resultados apontaram atividades obrigatórias, como trabalho e educação, localizadas dentro do território da zona leste, nas regiões dos centros comerciais, maior número de viagens ao redor da origem, com maiores tempos de viagens e transferências.