Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2008 |
Autor(a) principal: |
Maziviero, Maria Carolina |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-21012010-111812/
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Resumo: |
O presente trabalho tem como objetivo a análise das condições contemporâneas de preservação de áreas com importância histórico-cultural, discutindo os sentidos do conceito de identidade e memória, dentro das tendências atuais de renovação urbana pela atuação do mercado ou do Estado. Um segmento da Avenida Conselheiro Nébias, em Santos, cujos quarteirões apresentam algumas edificações remanescentes da passagem do século XIX para o XX, período em que Santos se firmou como maior porto de exportação brasileiro, encontra-se em iminente ameaça e é objeto de estudo representativo desta problemática. Esse eixo, que conduziu o desenvolvimento da cidade, alcançou grande prestígio por se tornar local de moradia da elite comercial, política e dos profissionais ligados à economia do café que tentavam fugir do caos em que a cidade havia se transformado. Nas primeiras décadas do século XX, o trecho sofreu grande desvalorização após a migração dessas camadas abastadas para a orla, passando a ser ocupado por uma população de baixa renda da qual faziam parte portuários e operários, além de exescravos e imigrantes. As disposições do Plano Diretor de 1998 parecem conduzir para verticalização da área, o que pode resultar não só na expulsão da sua atual população, sob processo de gentrificação ou elitização, como também podem apagar vestígios capazes de reavivar a memória pública sobre uma região tão importante para a história santista, paulista e brasileira. Sendo assim, o trabalho defende sua preservação diante do valor cultural e histórico materializado nas suas construções, ao mesmo tempo em que alerta sobre as ameaças das atuais estratégias de gestão urbana. |