Comparação de dois métodos de avaliação da posição da cabeça da mandíbula na fossa mandibular por imagem de ressonância magnética

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Di Matteo, Rosana Canteras
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/23/23139/tde-11092014-174404/
Resumo: A Disfunção Temporomandibular (DTM) é um termo que remete ao conjunto de doenças que envolvem músculos mastigatórios, articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas. Diversos estudos buscam uma ligação entre sinais e sintomas de pacientes com DTM, tentando correlacionar o posicionamento de estruturas anatômicas, especificamente disco articular e cabeça da mandíbula, com a presença de dores nas ATMs, nos músculos mastigatórios e posturais. No que se refere à posição da cabeça da mandíbula na fossa mandibular, a literatura relata existir uma grande variação, sendo que os conceitos de normalidade e anormalidade são controversos. Os estudos sobre DTM evoluíram ao longo dos anos, principalmente nas últimas três décadas, graças ao advento de técnicas de exames de imagem como a Tomografia Computadoriza (TC) e a Ressonância Magnética (RM). Atualmente a RM é considerada o melhor método de avaliação de imagem para se estudar a ATM, tanto nos aspectos anatômicos e fisiológicos de normalidade, quanto nos aspectos patológicos, complementando o exame clínico de pacientes com DTM. O objetivo principal desse estudo foi a comparação do método de Pullinger-Hollender (P-H) com o método de Gelb quanto à posição da cabeça da mandíbula (anterior, concêntrica ou posterior) avaliada no exame de ressonância magnética (cortes centrais sagitais ponderados em T1) de 60 pacientes (42 mulheres e 18 homens) diagnosticados com DTM. O objetivo secundário foi avaliar a concordância inter-juízes na aplicação dos dois métodos. Cada juiz reproduziu dois desenhos de cada corte selecionado com intervalo de 30 dias entre eles, que foram colocados em quatro envelopes distintos, posteriormente foi escolhido aleatoriamente um dos envelopes, os demais foram descartados. Os desenhos anatômicos do pacote selecionado foram reproduzidos quatro vezes (n=240), desta forma os dois juízes usaram o mesmo desenho anatômico para analisarem os dois métodos. Os níveis de concordância intra e inter-métodos e inter-juízes foram aferidos pelo método Kappa. Quanto à comparação dos métodos entre si, não houve concordância significativa entre as classificações adotadas pelos métodos P-H e Gelb (kappa = 0.079). Porém, houve concordância de moderada para alta, independente do método, quando utilizados por dois juízes distintos (kappa = 0.636). Sendo assim, dependendo do método que for escolhido para classificar as diferentes posições da cabeça da mandíbula, os resultados tirados a partir das posições obtidas, poderão ser equivocados e consequentemente levarem a conclusões não fidedignas.