Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Soares, Ivo Paulino |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-11122023-172543/
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Resumo: |
Esta pesquisa pretende o entendimento do Instituto Moreira Salles, instituição cultural fundada em 1992, com atividades de repercussão no Brasil, reconhecidas atualmente em torno dos temas da memória e da imagem. Sobretudo, a investigação toma o objeto como unidade de análise privilegiada para a compreensão do mecenato privado ocorrido no país nas últimas décadas, especialmente aquele realizado por elites empresariais dedicadas à filantropia em instituições culturais de ambição pública. Para tanto, reconstituo o desenvolvimento da agenda cultural consolidada no Instituto Moreira Salles, partir da análise dos vastos investimentos institucionais na produção de arquitetura, editoração, fotografia, literatura, iconografia, música, ensaísmo e educação, considerando a relevância da conjuntura política favorável ao mecenato privado, as disposições particulares dos mecenas e a colaboração que receberam de inúmeros intelectuais e produtores culturais, em trinta anos de existência. Entre as principais conclusões da tese, defendo como essa instituição está inserida no conjunto de empreendimentos culturais e empresariais com o singular protagonismo da família Moreira Salles, erigido muito antes, o qual mantém constante diálogo, trânsito de funcionários e de ideias e variadas similitudes. Por fim, observo-a enquanto manifestação significativa de dois fenômenos sociais mais amplos, explorados na argumentação, a saber; a consolidação de práticas de burocratização do mecenato privado tradicional e a legitimação da representação pública da família Moreira Salles, como elite propriamente interessada no patrimônio e na transformação do país. |