Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Bortolini, Edgar |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5151/tde-02082023-124929/
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Resumo: |
A incidência dos pseudoaneurismas (PSA) após o exame diagnóstico de cateterismo cardíaco (CATE) realizados através do acesso femoral é de 0,05 - 2%, e é maior após os procedimentos terapêuticos, variando de 0,7 a 6%, podendo chegar a 7,7% quando o ultrassom (US) é realizado sistematicamente. Todos os PSA diagnosticados devem ser tratados a fim de evitar as suas complicações, a saber: rotura, dor, neuropatia, embolização distal, infecção e compressão de estruturas vizinhas. A injeção percutânea de trombina guiada por ultrassom (IPTGU) tornou-se o método padrão ouro para o tratamento dos PSA secundários ao CATE por ser um procedimento minimamente invasivo com alta taxa de sucesso terapêutico global (89 a 100%) associada à uma baixa incidência de complicações (0 a 15%). Entretanto, pouco se sabe sobre os fatores responsáveis pelo insucesso da técnica. Diante disso, avaliou-se a segurança e a eficácia do procedimento nos pacientes do INCOR diagnosticados com pseudoaneurisma após o CATE diagnóstico ou terapêutico, bem como procurou-se identificar os fatores clínicos, demográficos, morfológicos e os aspectos técnicos relacionados ao CATE envolvidos na falha terapêutica da IPTGU. Foi realizado um estudo de coorte, baseado em dados de prontuários coletados entre dezembro de 2012 a junho de 2020, com 110 pacientes tratados no Instituto do Coração (INCOR) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) com o diagnóstico de pseudoaneurisma ao US com ecodoppler após o CATE encaminhados ao setor de Radiologia Vascular Intervencionista da mesma instituição para o tratamento com a IPTGU. O sucesso técnico primário do procedimento foi de 85,5%, e o sucesso técnico global foi de 100% dos casos com uma segunda sessão de IPTGU. Não foram observadas complicações relacionadas ao método. As variáveis idade, diâmetro do colo, e diâmetro anteroposterior mostraram ser preditores independentes de insucesso na análise multivariada. O Odds Ratio (OR) para a variável idade foi de 0,960 (IC95% 0,927 0,995) com um valor de p = 0,025. O OR para a variável diâmetro anteroposterior foi 2,023 (IC95% 1,144 3,578) com um valor de p = 0,015. E, por fim, o OR para a variável diâmetro do colo foi de 4,625 (IC95% 1,023 20,904), valor de p = 0,047. Foi realizada a análise da Curva Recievier Operating Characteristic (ROC) do modelo da análise multivariada, assim como das variáveis preditoras de falha. Na análise da Curva ROC do modelo da multivariada demonstrou uma área sob a curva de 0,695 (EP = 0,067; p = 0,013; IC95% 0,563 0,825). A área calculada sob a curva ROC da variável idade foi de 0,675 (EP = 0,065; p = 0,025; IC95% 0,547 0,803) com um valor de corte de 63 anos (sensibilidade de 0,625 e especificidade de 0,606). A área calculada sob a curva ROC da variável dimensão anteroposterior foi de 0,679 (EP = 0,073; p = 0,023; IC95% 0,536 0,821) com um valor de corte de 2,1 cm (sensibilidade de 0,688 e especificidade de 0,638). E, finalmente, a área calculada sob a curva ROC da variável diâmetro do colo foi de 0,676 (EP = 0,07; p = 0,025; IC 95% 0,540 0,813) com um valor de corte de 0,45 cm (sensibilidade de 0,688 e especificidade de 0,591). Portanto, a IPTGU é eficaz e segura para o tratamento dos PSA secundários ao CATE. As variáveis diâmetro anteroposterior, diâmetro do colo e idade foram preditores independentes de falha primária com a técnica de IPTGU |