Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Silva, Bruno dos Santos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-17122019-183640/
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Resumo: |
Esta tese tem como objetivo analisar os processos de integração do sudoeste da península Ibérica, na segunda metade do primeiro milênio a.C., pelo viés da teoria das redes. Nela trabalhou-se, primeiramente, o debate historiográfico em torno da questão da concepção do objeto de estudo, isto é, verificou-se como este espaço, tradicionalmente conhecido como Turdetânia, foi estudado por historiadores e arqueólogos, em sua maioria espanhóis. Em seguida, discutiu-se como o Sudoeste aparecia na documentação escrita da Antiguidade. O estudo da caracterização do espaço pelas fontes antigas mostrou que as várias visões sobre ele foram se transformando ao longo do tempo, demonstrando que era possível perceber uma articulação bastante intensa entre determinadas áreas, em especial entre litoral e interior. O reconhecimento dessa integração levou à análise dos componentes materiais que poderiam auxiliar na análise desse processo de aproximação entre povos que viviam em zonas distintas desse espaço. Posteriormente, foram analisadas as produções e as importações cerâmicas, seus quadros gerais e os estados atuais de pesquisa, além de suas implicações para o entendimento das transformações pelas quais passaram as populações que os utilizavam. Por fim, analisou-se parte desse material, as cerâmicas importadas, pelo viés da teoria das redes. Por meio do desenvolvimento de uma metodologia que buscava identificar os índices de similitude da cultura material das comunidades que ocupavam esse espaço entre os séculos VIII a.C. e I a.C., pode-se observar a formação de uma série de redes sociais. Elas foram analisadas a partir do aparato teórico-metodológico da Análise das Redes Sociais (Social Network Analysis SNA) a fim de examinar as transformações das redes, suas permanências, a atuação de determinadas comunidades nesses processos, além de buscar entender como determinadas práticas sociais aproximavam ou afastavam os povos que compartilhavam esses objetos materiais. Com isso, discutiu-se a validade de conceitos como Helenização, Romanização, Mediterranização, mostrando que, no caso do sudoeste da península Ibérica, trata-se de um espaço já amplamente integrado desde a transição do período do Bronze para o do Ferro, e que vários povos participaram desses processos de integração, que se deram mediante construção e reconstrução de redes locais que se modificavam à medida que redes mais amplas alteravam determinados aspectos locais. Um espaço majoritariamente atlântico foi se transformando e se integrando internamente, sempre sob a égide das influências mediterrânicas. |