Mercados informais como fonte alternativa de liquidez para os agricultores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1995
Autor(a) principal: Almeida, Alivínio de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-20181127-155057/
Resumo: O estudo tem por objetivo principal qualificar e quantificar a participação e a importância dos mercados informais no financiamento da agricultura brasileira. Os resultados revelam que a intermediação financeira informal tem um papel bem definido no desenvolvimento das atividades de indivíduos e firmas servindo de elo de ligação entre o capital próprio e os recursos formais. No Brasil a participação dos MFI no financiamento rural tem crescido devido a dificuldade do próprio setor formal. Em 1993, o volume de créditos concedidos pelo SNCR foi inferior ao de 1970. As evidências mostram que a maioria dos produtores estudados não toma crédito rural. Principalmente os produtores de larga escala buscam intensamente crédito rural independente da origem dos recursos. Nos empréstimos informais o juro real tem maior amplitude de variação que nos formais. Em termos médios a taxa real de juros nos empréstimos informais equivale a 3 vezes a praticada nas operações formais. Em termos de importância observa-se que o financiamento informal representa cerca de 30% dos créditos recebidos pelos produtores da amostra. O modelo econométrico mostrou que a área explorada e as despesas operacionais são importantes variáveis explicativas da demanda por liquidez nos mercados informais