A Oficina Pedagógica na educação em saúde para promoção do desenvolvimento de lactentes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Costa, Danieli Teles Livieri
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-12052017-154724/
Resumo: Introdução: A Oficina Pedagógica é potencialmente útil na educação em saúde, pois visa ao diálogo, troca de saberes e relação horizontal entre profissionais e usuários. Objetivo Geral: Avaliar o efeito de uma atividade educativa sobre os conhecimentos e práticas dos familiares de lactentes, relativos à promoção do desenvolvimento infantil por meio do brincar. Objetivos específicos: Avaliar a qualidade de estimulação no ambiente doméstico, antes e após a realização de uma ação educativa; planejar e realizar uma ação educativa, na modalidade de Oficina Pedagógica, sobre desenvolvimento infantil e brincadeira; descrever as facilidades e dificuldades na execução da ação educativa, bem como a opinião das participantes sobre a atividade educativa realizada. Método: estudo quantitativo, com delineamento experimental, na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo. A população constitui-se de cuidadores de crianças com idade entre 1 e 24 meses, cadastradas numa Unidade Estratégia Saúde da Família. Para a coleta de dados, foi aplicado o Inventário Home Observation for Measurement of the Environment Scale, versão para o grupo etário de 0 a 3 anos (IT-HOME), antes e depois da ação educativa; foi também aplicado um questionário de avaliação da oficina e realizada uma discussão grupal ao seu final. O Grupo Experimental (GE) participou de uma Oficina Pedagógica delineada segundo os fundamentos da educação popular em saúde, sobre a temática do desenvolvimento infantil e a brincadeira. A análise dos dados compreendeu análises descritivas e o teste estatístico para medidas repetidas modelo ANOVA (Analysis of Variance), para comparar o GE e o grupo controle (GC) após a ação educativa. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem da USP (parecer 952.23 e CAAE 38202814.2.0000.5392), conforme as diretrizes da Resolução 466 de 2012 do Conselho Nacional de Saúde. Resultados: antes da ação educativa, 30 crianças foram avaliadas, sendo 23,3% classificadas em baixo risco para o desenvolvimento, 56,7% em médio e 20,0% em alto risco; crianças mais jovens tiveram classificação de risco maior. Foram realizadas duas Oficinas Pedagógicas, com dois encontros cada, com envolvimento de onze famílias. A oficina foi avaliada como facilitadora do aprendizado devido à troca de saberes, experiências e reflexões sobre o desenvolvimento infantil e ações apropriadas para sua promoção. A reaplicação do IT-HOME alcançou nove crianças do GE e oito do GC. As classificações de risco melhoraram para ambos os grupos, mantendo-se maior risco para as crianças mais jovens; não houve diferença entre o GE e GC no IT-HOME, embora as cuidadoras do GE relatassem mais mudanças em suas práticas, devido aos conhecimentos adquiridos. Conclusões e considerações: A ação educativa participativa foi bem aceita e promoveu ações favoráveis ao desenvolvimento. A ausência de diferença entre os grupos na aplicação do IT-HOME pode dever-se às perdas, sendo recomendáveis outros estudos com maiores números de crianças. A atuação dos enfermeiros segundo os fundamentos da educação popular pode favorecer o acesso ao conhecimento sobre a estimulação do desenvolvimento infantil no ambiente doméstico, desde o pré-natal, considerando o maior risco de baixa estimulação para as crianças mais jovens.