Frequência de transtornos de ansiedade e depressão na doença hepática gordurosa não alcoólica: estudo em um hospital terciário

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Botacin, Eloyse Cristina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-20012023-130420/
Resumo: INTRODUÇÃO: A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) se caracteriza pelo acúmulo de gordura no fígado em indivíduos sem histórico de consumo significativo de álcool, presença de doenças hepáticas ou distúrbios hereditários. Como uma doença crônica, há um comprometimento da saúde física e psicológica dos pacientes, sendo importante investigar tal relação, principalmente quanto à ansiedade e depressão. OBJETIVOS: Este estudo visou a avaliar a frequência e a intensidade de sintomas ansiosos e depressivos em pacientes com diagnóstico de DHGNA. MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo e transversal, resultante do acompanhamento de 106 pacientes do Ambulatório de Doença hepática gordurosa não alcoólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo (HC-FMUSP) sem histórico de abuso de álcool, verificado pelo AUDIT (Alcohol Use Disorders Identification Test). Estes foram avaliados por meio da ficha de dados sociodemográficos, Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão [HADS (Hospital Anxiety and Depression Scale)], Escala de Ansiedade de Hamilton [HAM-A (Hamilton Anxiety Rating Scale)] e Escala de Depressão de Hamilton [HAM-D (Hamilton Depression Rating Scale)]. RESULTADOS: 69,8% eram mulheres e 30,2%, homens, com idade média de 61 anos. A maioria (71,7%) descobriu a doença por exames de rotina, apresentando como comorbidades: Diabetes Mellitus tipo II (59,4%), Dislipidemia (49,1%), Hipertensão Arterial (68,9%), Obesidade (61,3%) e Síndrome Metabólica (63,2%). A escala HADS indica 34% de probabilidade para sintomatologia ansiosa e 33% depressiva. A escala Hamilton de intensidade indica 63,9% de ansiedade grave e 54,3% depressão grave. Nota-se ainda relação entre ansiedade, depressão e o sexo feminino, bem como entre depressão e síndrome metabólica. CONCLUSÕES: Os achados apontam para presença de ansiedade e depressão em boa parte do grupo, sendo a maioria com sintomatologia grave. O grupo está concentrado na terceira idade, com muitas comorbidades, incluindo a síndrome metabólica. Houve uma relação positiva entre ansiedade, depressão e o sexo feminino; também sendo significativa entre síndrome metabólica e depressão. Porém observou-se uma relação não significativa entre ansiedade, depressão, obesidade