Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2004 |
Autor(a) principal: |
Ortiz, Maria Fernanda Martins e |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25136/tde-23032006-090421/
|
Resumo: |
Os bisfosfonatos constituem reconhecidamente potentes inibidores da reabsorção óssea. O presente estudo objetivou testar a hipótese de que a incorporação dos bisfosfonatos à dentina e ao cemento, durante a odontogênese e a rizogênese, aumentaria a resistência às reabsorções dentárias. Administrou-se o alendronato na dosagem de 1mgP/Kg, duas vezes por semana, por via oral, em 89 ratos da linhagem Wistar (Rattus norvegicus, albinus), divididos em quatro grupos submetidos à movimentação dentária induzida por 0, 3, 5 e 7 dias, previamente à morte dos animais. O aparelho ortodôntico consistiu em uma mola fechada ancorada aos incisivos superiores, movimentando mesialmente o primeiro molar superior esquerdo. Submeteram-se cada um dos grupos a diferentes protocolos de medicação antes da instalação do dispositivo ortodôntico, que assim constituíram-se: Grupo Controle, não recebeu o bisfosfonato; Grupo Experimental, submetido à medicação com alendronato desde a concepção e fase intrauterina até o final do experimento, aos três meses de vida; Grupo Ensaio 1, submetido ao alendronato desde a concepção e fase intrauterina até o segundo mês de vida, quando se interrompeu a medicação, um mês previamente à data da morte dos animais deste grupo e Grupo Ensaio 2, submetido ao alendronato no quarto mês de vida, já na idade adulta, por um período de três meses e meio. Realizou-se a análise microscópica por meio de cortes longitudinais dos molares destes murinos, sendo que na região cervical da raiz mesial observa-se os fenômenos produzidos por uma força suave ou moderada e na região cervical da raiz distal, os fenômenos produzidos por força intensa. Esta análise microscópica utilizando escores, os resultados dos testes estatísticos Quiquadrado, Kruskal-Wallis, Dunn e índice Kappa nos permitiram as seguintes constatações: a) os níveis de reabsorções radiculares apresentaram-se significantemente reduzidos; b) não se observaram influências destes medicamentos no tecido ósseo, nos fenômenos celulares, teciduais ou no ligamento periodontal durante o movimento ortodôntico. Deste modo pudemos concluir que: 1. quando da administração dos bisfosfonatos, do tipo alendronato, desde o início da odontogênese, ou mais especificamente durante a rizogênese, a incorporação deste medicamento à dentina e ao cemento pode aumentar a resistência radicular às reabsorções radiculares associadas a movimentação dentária induzida e, por extensão, às promovidas pelos traumatismos dentários; 2. a medicação prolongada e supervisionada com bisfosfonatos, do tipo alendronato, não altera a movimentação dentária induzida, mesmo quando da sua incorporação no tecido ósseo, pois não modifica as propriedades mecânicas do osso. |