Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Leal, Dalila Pinheiro |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-04052023-160941/
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Resumo: |
Introdução: As baixas concentrações séricas da HDL-colesterol estão associadas com maior incidência de doença arterial coronária (DAC). No entanto, poucas intervenções são capazes de aumentar o HDL-C sérico e a evidência de redução de risco cardiovascular associada não se concretizou. Parâmetros de funcionalidade da partícula HDL têm se associado a uma maior capacidade preditora do risco de DAC precoce. Sabe-se que a restrição calórica (RC) e a atorvastatina reduzem o estresse oxidativo pela ativação de várias vias metabólicas, que incluem o aumento da sirtuína-1 (Sirt-1) e do receptor solúvel dos produtos finais da glicação avançada (sRAGE) e pela redução de LDL-c, respectivamente. No entanto, ainda não está claro se essas intervenções melhoram a capacidade funcional da HDL. O presente estudo avaliou os efeitos da restrição calórica e da administração da atorvastatina nas concentrações séricas de Sirt-1 circulante, sRAGE, LDL-c e nos parâmetros de funcionalidade da partícula de HDL em mulheres com DAC precoce. Métodos: Ensaio clínico randomizado em 39 mulheres com DAC precoce (<55 anos), de dois meses de seguimento, foram alocadas em 3 grupos de 13 pacientes: grupo RC (30 % do valor energético total), atorvastatina (80 mg) e controle. Os marcadores bioquímicos séricos triglicérides, colesterol total, HDL, LDL, apoAI, apoB, lipoproteína (a), glicose, proteína C reativa (PCR), Sirt-1, sRAGE e a funcionalidade de HDL (composição lipídica, transferência de lípides e capacidade antioxidante) foram analisados no ínicio e após dois meses. Resultados: A média de idade foi de 50,5 ± 3,8 anos. A RC aumentou a Sirt-1 em 63,6 pg/mL (CI95%:1,5 125,7; p = 0,045) e o reduziu o IMC em 0,8 kg/m2 (95%CI: -1,349 -0,273; p = 0,004) de maneira independente de outros fatores cardiometabólicos. A atorvastatina reduziu o LDL-C em 40,0 mg/dL (CI95%:-69,910 -10,1; p = 0,010). O aumento de Sirt-1 e a redução de IMC foram associados independentemente com redução fosfolípides da composição lipídica da HDL (respectivamente, = -0,071; CI95%:-0,136 -0,006; p = 0,033; = 7,486; CI95%:0,350 14,622; p = 0,040). A redução de IMC foi também associada com menor quantidade de colesterol livre na HDL ( = 0,818; CI95%:0,044 1,593; p = 0,039). A redução de LDL-c pelas estatinas foi associada com redução da taxa máxima de produção de peróxidos lipídicos da HDL ( = 0,002; CI95%:0,000 0,003; p = 0,022) e da geração total de dienos conjugados ( = 0,001; CI95%:0,000 0,001; p = 0,029). Conclusão: A restrição calórica e a atorvastatina foram capazes de alterar a funcionalidade da HDL através de duas maneiras distintas. A redução de IMC e aumento de Sirt-1 circulante através da restrição da dieta reduziram a transferência de fosfolípides para HDL e colesterol livre da partícula, reduzindo, portanto, propensão à oxidação. Já a redução de LDL-c pela estatina reduziu diretamente a produção total de dienos conjugados da HDL, revelando uma redução da oxidação da partícula |