Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Ongilio, Fernanda Leite |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-29062023-111157/
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Resumo: |
O objetivo do presente estudo foi examinar comportamentos interativos maternos com seus/suas filhos/filhas associados ao histórico de adversidade na infância das mães e ao senso de competência parental. A amostra foi composta por 47 mães e seus/suas filhos/filhas de dois a cinco anos de idade, recrutadas em escolas públicas municipais e Núcleos de Saúde da Família em Ribeirão Preto (SP). A coleta de dados envolveu uma sessão para observação e gravação da interação mãe-criança em situação lúdica livre e estruturada, e uma sessão para aplicação dos questionários. O histórico de adversidades na infância materna foi avaliado pelo ACE - The Adverse Childhood Experience e o senso de competência parental pelo PSOC - Parenting Sense of Competence Scale. O nível socioeconômico foi avaliado pelo Critério Brasil de 2018, da Associação brasileira de empresas de pesquisa. O comportamento interativo materno foi analisado pelo PICCOLO - Parenting Interactions with Children: Checklist of Observations Linked to Outcomes, utilizando-se as videogravações da interação mãe-criança. Foi realizado o teste de Kolmogorov-Smirnov e, constatado que as variáveis do estudo não apresentavam distribuição normal, adotou-se estatística não-paramétrica. A amostra foi dividida em dois grupos com base nas medianas dos escores do PICCOLO, a saber: grupo com escore igual ou acima da mediana (Grupo ≥ Med) e grupo com escore abaixo da mediana (Grupo < Med). Essa divisão foi realizada tanto para o escore total, quanto para os escores dos quatro domínios (Afeto, Responsividade, Encorajamento e Ensino), nas situações livre e estruturada. Na análise de associação das variáveis foi feita a comparação entre os grupos por meio do teste de Mann-Whitney, para as variáveis contínuas, e do teste Qui-quadrado, para as variáveis categóricas. As análises foram processadas pelo Statistical Package for Social Sciences (versão 25.0; p ≤ 0,05). Os resultados mostraram que os escores medianos do PSOC e ACE foram semelhantes nos dois grupos (PICCOLO - Total, situação estruturada: Grupo ≥ Med, PSOC = 50 [45-60] e ACE = 3 [0-8]; Grupo < Med, PSOC = 49 [43-65] e ACE = 2 [0-10]; PICCOLO - Total, situação livre: Grupo ≥ Med, PSOC = 50 [43-65] e ACE = 3 [0-8]; Grupo < Med, PSOC = 49 [44-60] e ACE = 2 [0-10]; não houve diferenças entre os grupos). Os resultados do ACE e PSOC nos grupos, considerando-se as quatro dimensões do PICCOLO, seguiram o padrão do PICCOLO - Total. Destaca-se que, no ACE, a porcentagem de mães com quatro ou mais adversidades na infância (indicador de alto nível) foi em torno de um terço em ambos os grupos (Grupo ≥ Med = 32%; Grupo < Med = 36%). Os achados do presente estudo mostraram que as mães de ambos os grupos apresentaram padrões de comportamentos positivos de afetividade, responsividade, engajamento e ensino ao interagir com seus/suas filhos/filhas e senso de competência parental elevado, independentemente das experiências adversas prévias enfrentadas na sua infância. O estudo contribuiu com a área de interação mãe-criança ao utilizar o instrumento PICCOLO, ainda pouco usado no Brasil, e ao examinar o histórico de adversidades na infância materna. |