Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2003 |
Autor(a) principal: |
Barrancos, Inês Teixeira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-12052023-093858/
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Resumo: |
O objeto de estudo desta dissertação é o discurso pedagógico produzido em uma conceituada instituição privada de ensino de língua inglesa como língua estrangeira nas sessões de avaliações pós-aula entre sujeitos-avaliadores e sujeitos-professores. Nosso objetivo é refletir sobre o uso das tecnologias do eu e da dominação (cf. Foucault, 1975/1999a, 1976/1999b, 1979/2000, 1982/1988) como instrumentos eficazes no controle de qualidade dos cursos oferecidos pela instituição locus de nossa pesquisa. A hipótese norteadora de nossa pesquisa é a de que as sessões de avaliação, apesar do seu aparente objetivo de encorajamento à reflexão e à autonomia, reforçam o assujeitamento do já sujeito-professor (assujeitado à ideologia neoliberal) através das tecnologias de dominação e do eu. A eficácia dessas tecnologias é garantida por meio da vigilância hierárquica, da sanção normalizadora, do exame, o qual combina as técnicas dos dois instrumentos e, finalmente, pela confissão, instrumento específico da tecnologia do eu. Em nosso trabalho, observamos que além do exame, o livro didático, o tempo, o aproveitamento do aluno, o aluno-cliente, o plano de aula, assim como o formulário controlam a prática e o dizer do professor. Porém, a vigilância exercida por esses instrumentos nem sempre é visível ou localizada. Em nossa análise concluímos que, por essa razão, o sujeito-professor acaba internalizando uma auto-vigilância que é expressa nas sessões de avaliação quando o professor é encorajado a relatar todos os passos de sua aula e a confessar os erros que cometeu |