Efeito da descompressão orbitária na morfologia da fenda palpebral em pacientes com orbitopatia de Graves

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Equitério, Bruna Sâmara Nogueira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17150/tde-10062024-111426/
Resumo: Este estudo aborda as anomalias de contorno palpebral em pacientes com orbitopatia de Graves (OG) e a importância de se entender a morfologia palpebral para uma correção cirúrgica eficaz. Quatro artigos resultaram desta investigação. O primeiro é uma revisão sistemática sobre a descompressão lateral profunda que mostrou a inexistência da padronização da cirurgia e de dados referentes à remoção da parede lateral na morfologia da fenda palpebral. O segundo versa sobre a determinação do \"flare\" lateral (FL) em pacientes com OG. Propõe um método objetivo para definir se o paciente apresenta ou não esse sinal. O estudo identifica que a medição da distância lateral da linha que passa pela pupila até a margem da pálpebra, 2,5 mm medial ao canto lateral, é sensível e específica para diagnosticar o FL. O artigo seguinte analisa os efeitos da descompressão orbitária na morfologia palpebral em pacientes com OG inativa. A pesquisa sugere que a proptose exerce papel secundário na retração lateral da pálpebra, e a redução da proptose não está diretamente correlacionada com a redução do FL. Por fim, o quarto trabalho aborda a remoção do rebordo orbitário durante a descompressão orbitária, mostrando que não há diferença significativa na forma da fenda palpebral entre pacientes com o rebordo removido ou mantido. Concluindo-se que a remoção do rebordo orbitário durante a descompressão não causa efeitos prejudiciais significativos na morfologia da fissura palpebral.