Atividade física e desfechos clínicos de pessoas diagnosticadas por covid-19: Movimentos que levam a um melhor prognóstico de recuperação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Gomide, Euripedes Barsanulfo Gonçalves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-16052023-082517/
Resumo: O objetivo geral desta Tese foi avaliar o efeito da atividade física nos desfechos clínicos de pessoas diagnosticadas por covid-19. Para alcançá-lo, foram elaborados dois artigos científicos, norteados pelas seguintes questões de pesquisa: quais são as evidências qualitativas presentes na literatura sobre o papel da atividade física na atenuação dos desfechos clínicos, em pessoas diagnosticadas por covid-19? Ser fisicamente ativo conduz a um melhor prognóstico de recuperação de pessoas diagnosticadas por covid-19? O primeiro artigo é uma revisão sistemática que objetivou compilar as evidências sobre atividade física e desfechos clínicos de pessoas com diagnóstico positivo de covid-19. Realizaram-se buscas sistemáticas em sete bases de dados, complementadas por buscas manuais. A amostra final de 32 estudos foi sintetizada no tema O papel da atividade física nos desfechos clínicos de pessoas diagnosticadas com covid-19: uma revisão sistemática. Esta revisão foi desenvolvida com base nas diretrizes propostas pelos Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analysis (PRISMA). O protocolo de revisão foi registrado na plataforma Open Science Framework (OSF). Neste estudo, foram analisadas o tempo de recuperação, número de sintomas, dias e frequência de hospitalização, gravidade, suporte respiratório, admissão na Unidade de Terapia Intensiva e ventilação mecânica, em pessoas diagnosticadas por covid-19. Pessoas diagnosticadas por covid-19, quando fisicamente ativas, podem apresentar diminuição no número de sintomas, tempo de recuperação, risco de hospitalização, gravidade da doença, admissão na Unidade de Terapia Intensiva e óbito, comparadas a seus pares com baixos níveis de atividade físicos ou sedentários. O segundo estudo, objetivou verificar se pessoas fisicamente ativas são menos propensas a terem resultados clínicos negativos em resposta ao diagnóstico da covid-19. Este estudo transversal envolveu 509 adultos, com média de idade de 43,8 anos, ambos os sexos, com diagnóstico positivo de covid-19, residentes em Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. Este manuscrito seguiu as diretrizes da lista de conferências Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE) e Checklist for Reporting Results of Internet E-Surveys (CHERRIES). Os participantes foram entrevistados por telefone e responderam aos questionários Perfil da pessoa diagnosticada por covid-19 e a versão curta do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ)®. O questionário Perfil da pessoa diagnosticada por covid-19 foi elaborado pelos pesquisadores do estudo e validado por uma comissão de juízes, composta por três doutores, profissionais da área da saúde familiarizados com a temática. Neste estudo, os participantes foram distribuídos em dois grupos: sedentários (sedentários e insuficientemente ativos) e ativos (ativos e muito ativos). Pessoas fisicamente ativas apresentaram menor chance de hospitalização, menos dias de hospitalização, menor dificuldade respiratória e necessitaram de menos suporte de oxigênio, quando comparadas a seus pares sedentários. Ser fisicamente ativo é uma ação que impacta positivamente a um melhor prognóstico de recuperação de pessoas diagnosticadas por covid-19.