Estudo in vitro do uso de vitrocerâmica bioativa em dentina afetada por cárie natural ou artificial: análise da resistência de união de compósitos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Morais, Renata Costa de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58131/tde-17032015-113145/
Resumo: O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a influência da aplicação de vitrocerâmica bioativa na resistência de união de sistemas adesivos em dentina afetada por cárie, natural ou artificial, comparativamente à dentina hígida. Cento e vinte molares humanos, 80 hígidos e 40 cariados, foram selecionados, sendo que 40 dentes hígidos foram submetidos à formação de cárie artificial por ciclagem de pH. Após a planificação das superfícies oclusais, os dentes foram separados em quatro grupos (n=10), segundo o tipo de sistema adesivo (convencional Adper Single Bond ou autocondicionante AdheSE) e tratamento do substrato: Grupo 1 - condicionamento ácido, lavagem e secagem + Biosilicato + sistema adesivo; Grupo 2 - idem ao Grupo 1, sem Biosilicato; Grupo 3 - sistema adesivo autocondicionante + Biosilicato; Grupo 4 - idem ao Grupo 3, sem Biosilicato. Após os tratamentos, os dentes foram restaurados com compósito (Opallis - FGM). Os dentes foram armazenados em água, a 37ºC, por seis meses e, em seguida, seccionados, perpendicularmente à interface adesiva, produzindo palitos de 0,9 mm2 de espessura. As amostras foram fixadas à Máquina de Ensaios Mecânicos (EMIC DL 2000 - 0,5 mm/min) e submetidas ao ensaio de microtração até a fratura. Após os ensaios, as fraturas foram observadas em microscópio digital (Keyence) e o modo de fratura da interface adesiva foi avaliado em microscopia eletrônica de varredura (JSM 5410, Sony). Os valores de Resistência de União (RU) foram submetidos à análise estatística (2-way ANOVA, Bonferroni, p<0,05) e verificou-se que, para os dentes hígidos, G1 apresentou os melhores valores de RU, com diferença estatística (p<0,05) em relação aos demais grupos, seguido de G3 e G2, que não apresentaram diferença (p>0,05) entre si. Os menores valores de RU para esse substrato ocorreram para G4, diferente (p<0,05) em relação aos demais grupos. Depois do substrato hígido, os melhores resultados de RU ocorreram para dentes cariados artificialmente, em níveis semelhantes (p>0,05) entre todos os grupos, com exceção para G2. Para o substrato cariado, não houve diferença significante (p>0,05) entre os grupos estudados. Em comparação aos demais substratos, grupos em que houve aplicação de Biosilicato apresentaram maior RU (p<0,05) quando comparados aos grupos não tratados. Nos grupos em que não houve aplicação de Biosilicato, a RU foi maior (p<0,05) para dentes hígidos que utilizaram sistema adesivo convencional. Para os demais substratos, não houve diferença significante (p>0,05). Não houve diferença significante (p>0,05) na RU em G4, independente do substrato utilizado. A análise do padrão de fratura mostrou predomínio de fraturas adesivas em todos os substratos e seus respectivos grupos. Conclui-se que a associação do sistema adesivo convencional e Biosilicato proporcionou os maiores valores de RU dente/adesivo.