Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2005 |
Autor(a) principal: |
Giardini, Mariana Honorato |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17139/tde-03102006-094944/
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Resumo: |
O conhecimento do paciente sobre os seus medicamentos é fundamental para que os use de forma a ser beneficiado por seus efeitos terapêuticos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prescrição de medicamentos como um parâmetro para conhecermos as características do uso de medicamentos nas populações. O presente estudo, uma investigação de corte transversal, teve o objetivo de analisar as características das prescrições médicas, utilizando por referência indicadores selecionados de prescrição da OMS, bem como avaliar o conhecimento sobre medicamentos prescritos a idosos cadastrados nos Núcleos de Saúde da Família ligados à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Os indicadores de prescrição foram verificados nas receitas médicas e o conhecimento foi verificado através da aplicação de um questionário contendo perguntas relativas à indicação terapêutica do medicamento, nome, dosagem, quantidade de forma farmacêutica a ser administrada a cada vez e freqüência de administração. As respostas foram comparadas com a receita médica. O número médio de medicamentos prescritos por paciente foi de 2,76. Foram dispensados 89,49% dos medicamentos prescritos, 91,30% foram prescritos pelo nome genérico e 90,94% foram prescritos de acordo com a lista padronizada de medicamentos. Foram prescritos 0,36% de antibióticos e 0,72% de medicamentos injetáveis. Do total de 100 entrevistados, 44% obtiveram um bom conhecimento sobre os medicamentos utilizados. No que se refere à dosagem, à quantidade de forma farmacêutica a ser administrada a cada vez e à freqüência de administração, 39%, 87% e 85% das respostas, respectivamente, estavam de acordo com a prescrição médica. Em 87% dos casos, indicação terapêutica foi declarada corretamente e, em 45%, o nome do medicamento estava correto. Os resultados sugerem que o Programa de Saúde da Família tem boa resolutividade no que se refere ao uso de medicamentos por idosos, mas que poderia melhorar em alguns aspectos através da atenção farmacêutica. |