O efeito do treinamento de memória associado ao neurotracker para idosos sem queixa cognitiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Assed, Mariana Medeiros
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47135/tde-04092018-160450/
Resumo: Introdução: A crescente longevidade, realidade cada vez mais comum nas diversas sociedades convergem para as questões relativas à saúde, a qualidade de vida e bem-estar da população de idosos. Destaca-se ainda que a saúde desempenha um papel central no envelhecimento, podendo prever-se a qualidade de vida dos indivíduos idosos por esta variável. Apesar da condição de idoso não representar um risco enquanto tal é possível prever que um indivíduo mais velho sofrerá necessariamente perdas, uma vez que o envelhecimento pode se dar tanto por um processo natural (senescência) ou patológico (senilidade). OBJETIVO: verificar o impacto do treino de memória associado ao Neurotracker (NT) em idosos saudáveis. MÉTODO: amostra foi composta por 44 idosos a partir de 60 anos sem queixas cognitivas, foram randomizados em dois grupos: grupo experimental (GE=22) e o grupo controle (GC=22). Todos completaram 12 sessões de uma hora cada, duas vezes por semana, sendo que o GE realizou a mais 12 treinos com o NT. Para o treinamento da memória, foram utilizados estímulos computadorizados específicos associados a estratégias mnemônicas conscientemente aprendidas. Nos momentos pré e pós treino, amos os grupos foram avaliados através de questionário sócio-demográfico, avaliações neuropsicológicas, e escalas de autopercepção, além de uma medida com o NT. RESULTADOS: primeiramente, vale ressaltar a homogeneidade dos grupos em termos sociodemograficos, e em relação aos testes avaliados. Os resultados evidenciaram que ambos os grupos se beneficiaram com o treinamento de memória, contudo o GE obteve um resultado melhor em relação ao tempo de reação, velocidade de processamento visual, memória de trabalho e a percepção subjetiva da memória, validando a hipótese inicial levantada. O GE mostrou maior pontuação que o GC em testes consistentes com as estratégias treinadas, envolvendo recursos atencionais, memória de trabalho, episódica, semântica e subjetiva, pensamento associativo, velocidade de processamento e cognição social. Ambos os grupos reportaram sentimentos mais positivos quanto à própria memória e avaliaram positivamente as intervenções refletindo significativamente na qualidade de vida. Ademais, não foram observadas mudanças em sintomas de depressão. Em termos de duração, intensidade e frequência do treino, nota-se a necessidade de mais estudos com essa faixa da população. CONCLUSÃO: Os benefícios do TM associados ou não ao NT são evidentes e aparecem no resultado dos testes neuropsicológicos e das escalas. Além disto, após o TM, houve aumento no uso de estratégias associativas, maior confiança na própria memória e ganhos de qualidade de vida. Os dados corroboram os achados sugerindo que o cérebro de idosos permanece altamente plástico