Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Cordeiro, Tábata Elise Ferreira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59139/tde-28012020-154312/
|
Resumo: |
Testudines realizam ventilação pulmonar intermitente, um processo conveniente, pois diminui o gasto de energia, principalmente em espécies aquáticas. Algumas espécies de tartarugas aquáticas também são capazes de realizar trocas gasosas com a água, usando a pele, o epitélio bucofaríngeo e/ou as bolsas cloacais como superfície de troca gasosa. Phrynops geoffroanus possui taxas mais baixas de ventilação e consumo de oxigênio no ar quando comparado a outras tartarugas, sugerindo uma estratégia de troca bimodal de gases nessa espécie. Este trabalho, portanto, teve como objetivo entender os mecanismos de troca gasosa em Phrynops geoffroanus, testando a hipótese de que a espécie possui tecidos extrapulmonares capazes de absorver oxigênio do ambiente aquático. Para responder a essa questão, optou-se por uma abordagem integrativa, investigando a hipótese de trabalho utilizando diferentes métodos, considerando aspectos comportamentais, morfológicos e fisiológicos. Além disso, o primeiro capítulo desta tese apresenta a proposta de um protocolo anestésico para uso em experimentos fisiológicos. A combinação de cetamina (40mg.kg-1) e midazolam (2mg.kg-1) fornece uma combinação anestésica eficaz, permitindo procedimentos cirúrgicos de curto prazo em P. geoffroanus. Na abordagem comportamental, observamos que P. geoffroanus foi capaz de passar longos períodos submersos e que na maioria das vezes os animais permaneceram em repouso. As análises morfológicas do tegumento, da cavidade bucofaríngea, das bolsas cloacais e dos pulmões descartaram a possibilidade de ocorrência de trocas gasosas aquáticas na pele e na boca. Os achados morfométricos mostraram que a densidade de volume padronizada por massa e a área da superfície respiratória eram significativamente maiores nos pulmões do que nas bolsas cloacais. Experimentos fisiológicos confirmaram que P. geoffroanus não foi capaz de absorver oxigênio através da cavidade bucofaringeal e bolsas cloacais, mesmo sob condições de hiperóxia aquática. Conclui-se, portanto, a partir da presente data que P. geoffroanus não realiza trocas gasosas extrapulmonares em proporções adequadas para a manutenção das necessidades metabólicas básicas da espécie, uma vez que as diferentes abordagens aqui empregadas, comportamentais, morfológicas e fisiológicas, não forneceram nenhum suporte para uma estratégia de troca bimodal de gases nesta espécie. |