Solo e bioconstruções: morfologia e geoquímica dos cupinzeiros e dos solos associados na região de Humaitá (Sul do Estado do Amazonas)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2000
Autor(a) principal: Soares, Márcia Toffani Simão
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-20220208-000815/
Resumo: Nos ecossistemas tropicais, os cupins são considerados como um dos importantes grupos participantes dos ciclos biogeoquímicos. Eles afetam a dinâmica da matéria orgânica, assim como nas características morfológicas, físicas e químicas do solo. Os objetivos deste estudo são: i) caracterizar cupinzeiros epígeos e solos adjacentes, ii) comparar os estoques de elementos imobilizados nos montículos e no solo. A área de estudo localiza-se em uma savana herbácea, no sul do Estado do Amazonas. As amostras dos solos e dos cupinzeiros foram submetidas a análises químicas, físicas, mineralógicas e morfológicas. Os cupinzeiros apresentam maiores concentrações de C e nutrientes em relação ao solo adjacente. O mesmo é observado para os teores totais de Mn, Ca, Ba, Sr, Br e Au. Apesar das concentrações observadas, os estoques de elementos nos montículos são insignificantes quando comparados com o solo adjacente, ainda que a área apresente alta densidade (608 ha-1). A pouca contribuição se deve a pequena superfície ocupada pelos montículos (0,21% da área total). No entanto, a atividade construtora dos cupins é fundamental para a ciclagem de nutrientes e elementos no solo estudado.