Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Regis, Claudia Emi |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-17032015-150644/
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Resumo: |
O crescimento do número de idosos no Brasil nos confronta com o desafio de olhar para o envelhecimento de forma diferente. No que concerne à Psicologia, tal exercício é essencial para (re)pensarmos a prática ampliando-a à população idosa. Tendo como hipótese a ocorrência de mudanças na imagem corporal e considerando o possível conflito mente-corpo no envelhecimento, o estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de uma prática de meditação na autoimagem de idosos analisando conteúdo verbal e conteúdo gráfico; foi utilizado um roteiro de entrevista e o Procedimento de Desenho-Estória com Tema (Vaisberg, 1999); foi solicitado aos participantes que realizassem o desenho de uma pessoa idosa, que foi comparado com suas respostas sobre percepção do envelhecimento/velhice. Os dados foram analisados antes e depois da intervenção do curso de meditação. O referencial psicanalítico serviu como base para a análise dos dados, que considera a existência de aspectos inconscientes e a presença de mecanismos de defesa permeando o funcionamento psíquico. Os instrumentos permitiram visualizar diferenças entre os dados, com contradição no teor das respostas gráficas e verbais; os resultados mostraram essencialmente mudanças significativas referentes aos desenhos; o conteúdo verbal permaneceu praticamente o mesmo nos dois momentos; nas características gráficas houve expansão, notando-se ampliação da percepção de si e mudança de posicionamento/perspectiva num modo geral; dois desenhos apresentaram maior espontaneidade retratando o próprio sujeito de maneira mais natural, menos formal; uma resistência na execução da tarefa conforme solicitada também ocorreu, que foi associada a conflito com o envelhecimento; houve referência explícita dos sujeitos sobre a melhora percebida em seu cotidiano atribuindo-a à meditação. Tal prática pode ter contribuído para a expansão da autoimagem e da espontaneidade, porém outros fatores podem ter concorrido para esta mudança, como a frequência ao curso, a aquisição de novos contatos pessoais (pares), um novo conhecimento, ou mesmo o ato de sair de casa direcionando-se à uma atividade. Estes fatores influenciam a autoestima, a motivação e consequentemente, a autoimagem. O conflito mente-corpo não é exclusivo da população idosa, porém se torna mais proeminente nesta fase da vida. A dificuldade em lidar com o descompasso entre o ritmo do corpo que já não acompanha o ritmo mental foi a tônica vista nos sujeitos da pesquisa. O ato de meditar conciliado com a ideia de reservar um tempo para si, direcionado para o autocuidado, visando o equilíbrio, pode ser benéfico para ampliar a percepção de modo geral, em que os detalhes não importam, e sim o olhar para o todo. Para relativizar vivências, memórias, a percepção de outras gerações, para que sejam ponderados também os afetos: pensar o quanto se pode afetar/ser afetado por condições inerentes da vida: olhar para o que foi trilhado como escolha e para aquilo que não se pôde escolher, se aproximando de uma autoimagem serena na última fase da vida. Concluiu-se que a melhor saída na velhice é ter consciência do conflito mente-corpo e não lutar contra, mas aprender a viver com ele |