Aumento no sistema complemento e redução de células T reguladoras podem aumentar a atividade da metaloproteinase de matriz (MMP)-2 e o remodelamento arterial na hipertensão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Ramos, Luan Victor Resque
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-25072024-105549/
Resumo: A hipertensão arterial está associada à inflamação, de modo que pacientes hipertensos apresentam maiores concentrações plasmáticas de citocinas pró-inflamatórias. A geração de espécies reativas de oxigênio (EROs), a expressão e liberação de citocinas e quimiocinas e a infiltração de células imunes nos rins e nas artérias são características da hipertensão. O estresse oxidativo pode participar da regulação da resposta imune na hipertensão através da ativação do sistema complemento e redução de células T reguladoras (Tregs). O sistema complemento, por sua vez, diminui fisiologicamente a expressão e função de Tregs circulantes in vivo, de modo que aumento da sua atividade resulta em inibição da capacidade supressora dessa população de células e em estresse oxidativo, sugerindo uma inter-relação entre os componentes dessa via. Ademais, o estresse oxidativo é capaz de aumentar a atividade da MMP-2, que é importante para o remodelamento arterial na hipertensão, enquanto o sistema complemento aumenta a expressão de MMP-2 em modelo animal de aneurisma. Sabendo que ocorre aumentodo sistema complemento na hipertensão, a hipótese é que o aumento do sistema complemento C3a contribui para aumentar estresse oxidativo, reduzir Tregs e aumentar a atividade e expressão da MMP-2, o que resulta no remodelamento arterialda hipertensão. A hipertensão foi induzida em camundongos C57BL/6 por infusão de angiotensina-II por minibombas osmóticas, e estes foram tratados com o antagonista de C3aR, o SB290157. A pressão arterial foi avaliada por pletismografia de cauda e de forma invasiva e a expressão de Foxp3, C3a, C3aR, MMP-2, IL-6 e IL-10 foi determinada por Western Blot e Elisa; a atividade de MMP-2 foi determinada por zimografia em gel e in situ e o estresse oxidativo por DHE; análise do remodelamento arterial também foi avaliada por coloração com hematoxilina e eosina; marcação de CD4 e Foxp3 foi usada na citometria de fluxo. A pressão arterial sistólica foi maior no grupo hipertenso em relação ao grupo Sham (p<0,05), e o tratamento foi efetivo na diminuição de PAS no último dia de tratamento pelo método não-invasivo, entretanto, pelo método invasivo, não houve diferença. O grupo hipertenso também obteve valores maiores de citocinas pró-inflamatórias em relação ao grupo Sham. Em relação ao conteúdo proteico de C3aR, não houve diferença significativa entre os grupos. O grupo hipertenso também obteve valores maiores de C3a presente no plasma (p<0,05) em relação ao grupo Sham. Pela análise em conteúdo aórtico, a atividade de MMP-2 estava aumentada no grupo hipertenso e o fármaco foi capaz de diminuir a atividade (p<0,05). O aumento de C3a decorrente da gênese da hipertensão tem como consequencia a piora do quadro hipertensivo e aumento da atividade de MMP-2, este que pode ser atenuada com o uso do fármaco.