Resumo: |
O objetivo deste trabalho foi realizar uma avaliação das áreas e das medidas lineares dos arcos dentários de crianças com fissura de lábio e palato unilateral (FLPU), aos cinco anos de idade. A amostra foi composta de 60 modelos digitais de maxila e de mandíbula de crianças com FLPU (p=30) (Grupo 1) e pacientes sem fissura (p=30) (Grupo 2). Os modelos de gesso foram digitalizados, por meio do Scanner 3 Shapes R700TM. Foram avaliadas as medidas lineares transversais (C-C) e ( M-M), lineares longitudinais (I-2MD), (I-2ME) e perpendicular (I-CC) e (I-MM) pelo Software Appliance Designer. As aferições das áreas total e parciais dos arcos dentários nos grupos de estudo foram pontuados e avaliados pelo Software do Sistema Estereofotogrametria. Para as análises dos resultados foi aplicado o Teste t , para verificar as alterações ocorridas entre os grupos, considerando o nível de significância de 5%. Os resultados demonstraram nas crianças com FLPU, um efeito retrusivo maxilar, pela menor dimensão linear I-CC e I-MM. Também um menor crescimento maxilar transversal anterior (C-C) e menores dimensões oblíquas anteriores direita (I-C) e esquerda(I-C) e oblíquas antero-posteriores (I-M e I-M). Pela avaliação das áreas maxilares, verificou-se uma menor área total e parcial anterior no grupo FLPU, comprovando que a retrusão maxilar ocorre preponderante na região da pré maxila. Um maior crescimento mandibular tanto pelas maiores medidas lineares transversal anterior (C-C), como pelas maiores medidas (I.C-C e I.M-M), além de maior área total e parcial posterior, comprovando a tendência de crescimento protrusivo inferior. Pela sobreposição de medidas de área total maxilo-mandibulares, constatou-se a restrição do crescimento maxilar e um excesso de crescimento mandibular no grupo FLPU. A comparação entre as medidas dos lados com e sem no grupo FLPU, permitiu verificar que na maxila, as medidas anterior e total do lado sem fissura são maiores do que as do lado com fissura. Na mandíbula, as medidas posterior (O.C-M ) e antero-posterior (O. I-M) foram maiores do lado sem fissura. Na avaliação da simetria entre os lados, o grupo FLPU demonstrou, na mandíbula, assimetria estatisticamente significante para maior do lado oposto à fissura maxilar. Isso permite denotar diferenças no crescimento latero-lateral pós cirurgias de queiloplastia e de palatoplastia na maxila e na mandíbula de crianças com FLPU, aos cinco anos de idade. Conclusão: Pode-se contabilizar alterações no crescimento de crianças com FLPU operadas, aos cinco anos de idade. Representado por: 1) Uma retrusão maxilar, dado pela menor área parcial anterior (AMaxA)(p<0,001). 2) Uma protrusão mandibular, pela maior área parcial posterior (AMandP)(p<0,001). 3) Um crescimento assimétrico maxilar, maior do lado com fissura. 4) Um significante crescimento assimétrico mandibular, mais acentuado no lado contrário à fissura (p<0,001 para C-M e para I-M). |
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