Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Bueno, Flávia Regina |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-09122019-110323/
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Resumo: |
A autolimpeza apresenta um padrão comportamental evolutivamente conservado. É realizado regularmente e pode ser empregado para diversos fins, sendo que o animal espalha saliva nos pelos, ocasionando perda de água. Na fauna silvestre brasileira há os animais conhecidos como ratos-de-espinho tais como Trinomys yonenagae, habitante do paleodeserto de dunas fixas da Caatinga, e Trinomys setosus, encontrado em ambientes mésicos de Mata Atlântica. Apesar da espécie T. yonenagae viver no semiárido, há a hipótese de que tenha um ancestral de ambiente florestado úmido, o que é refletido em aspectos fisiológicos, como balanço hídrico, que em muitos aspectos é semelhante às espécies de mata. Diante disso, objetivou-se estudar o papel da autolimpeza, sobretudo o efeito de estresse hídrico e de sujeira na pele sobre esse comportamento nesses dois equimídeos sul-americanos. Além disso, pelo fato dos animais usarem ações de autolimpeza para remover detritos superficiais, bem como defenderem o tegumento contra fatores biológicos, realizamos uma análise descritiva da pele e dos pelos modificados, aristiformes, presentes nesses animais. Os principais resultados alcançados por este estudo evidenciam que a arquitetura tegumentar básica encontrada em outras espécies de roedores, como o rato Wistar, também está presente nos ratos-de-espinho. Encontramos diferenças consideráveis quanto ao padrão de distribuição dos folículos pilosos, porém, os resultados referentes à espessura tegumentar dos animais mostram-se inconclusivos. Os resultados comportamentais, além de sugerirem uma possível estratégia de economia de água por T. yonenagae, evidenciam mudanças nos padrões de autolimpeza e atividade em T. setosus durante períodos de restrição hídrica. T. setosus também apresentou maior taxa de autolimpeza, incluindo uma categoria comportamental não relacionada à perda hídrica no tratamento utilizado para sujar os animais. As informações geradas em nosso trabalho evidenciam que a autolimpeza corporal pode ser uma importante ferramenta para o estudo das adaptações morfológicas e comportamentais dos roedores |