Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Silva, Guilherme Moraes da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-22102024-114507/
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Resumo: |
A presente dissertação tem por objetivo analisar os desdobramentos da regulamentação das velocidades máximas nas marginais paulistanas de 2015 a 2019, com foco na relação de dependência que a cidade passou a ter em relação a projetos de desenvolvimento territorial baseados no uso do carro. O estudo avalia a existência de relação direta entre velocidade máxima dos veículos e as taxas de letalidade no período avaliado, destacando a priorização de recursos orçamentários para projetos rodoviaristas em detrimento do investimento em transporte coletivo e em mobilidade ativa. Avaliamos, também, a aparente relação de dependência imposta pelo interesse do chefe do Poder Executivo em relação aos estudos técnicos realizados pela administração pública e analisamos o estudo de caso da ação civil pública movida pela Ciclocidade em face da municipalidade. Com base nessas análises, verificou-se que a construção de políticas públicas baseadas em evidências seria atropelada pelo direcionamento da ideologia automotiva predominante. Almeja-se contribuir com a reflexão acadêmica voltada à democratização e à racionalização dos deslocamentos no espaço urbano, defendendo uma reflexão ainda insurgente voltada à urgente necessidade de retirada da prioridade que os carros (ainda) têm nas cidades. Propomos analisar os fenômenos urbanos por meio da desmistificação da tecnocracia (prevalência do entendimento tecnológico) e da juristocracia (prevalência do entendimento jurídico) mediante uma abordagem interdisciplinar |