Avaliação da capacidade para trabalho e absenteísmo da equipe de enfermagem de unidade de terapia intensiva de um hospital de ensino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Formenton, Alessandro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-06022015-185918/
Resumo: A gestão da força de trabalho em saúde representa um novo desafio aos gestores de diversos países que têm sido levados a se envolver com as questões de recursos humanos. Busca-se o equilíbrio entre o que está disponível em termos de trabalhadores e o que realmente é necessário para a realização das atividades. Este estudo de abordagem quantitativa, de corte transversal e descritivo, teve por objetivo avaliar o índice de capacidade para o trabalho e a taxa de absenteísmo de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem dos Centros de Terapia Intensiva (CTI) de um hospital de grande porte do município de Ribeirão Preto, São Paulo. Os dados coletados foram referentes ao ano de 2013, e utilizaram-se três instrumentos: questionário de caracterização sociodemográfica e ocupacional, o índice de capacidade para o trabalho (ICT) e o formulário com dados das ausências da equipe. Os resultados evidenciaram uma população composta por 102 sujeitos, sendo 76,5% do sexo feminino, com média de idade de 37,58 anos (dp= 9,16), e 48% apresentaram nível superior de escolaridade. Em relação aos dados ocupacionais, 54,9% possuem menos de 10 anos de atuação na enfermagem, 59,8% desempenham a função atual por período inferior a 10 anos e 31 (30,4%), por período inferior a 5 anos. O tempo de trabalho no CTI em 51% dos sujeitos investigados é inferior a 5 anos. Com relação à jornada de trabalho, 73 (71,6%) participantes cumprem 30 horas semanais. A média do ICT foi de 39,62 pontos (dp= 6,11), com variação entre 11 pontos e 49. Em relação aos valores obtidos, 72,6% dos profissionais foram avaliados com boa e ótima capacidade para o trabalho; 25,5%, com moderada e 2%, com baixa. Entre os trabalhadores considerados com ICT ótimo e bom, 17 estavam entre os mais jovens e 23 entre aqueles que possuíam idade superior a 40 anos. Com relação à taxa de absenteísmo, obtiveram-se valores de 4,14 para os enfermeiros e 14,69 para o nível técnico, demonstrando ser inferior na comparação com outros estudos em realidades semelhantes e maior prevalência de ausências por doença. O monitoramento do índice de capacidade para o trabalho e da taxa de absenteísmo, além de fornecer subsídios para o processo de tomada de decisão em relação ao gerenciamento de recursos humanos de enfermagem, permite comparações com outras instituições hospitalares similares, favorecendo o estabelecimento de padrões aceitáveis e constitui-se em um instrumento gerencial de importância fundamental para os gestores em saúde, à medida que possibilita o conhecimento da realidade institucional quanto ao perfil dos trabalhadores de enfermagem que nela atuam