Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Flôres, Vinícius dos Santos |
Orientador(a): |
Henn, Ronaldo César |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação
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Departamento: |
Escola da Indústria Criativa
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/9761
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Resumo: |
Esta tese investiga os sentidos sobre a violência armada, acionados pela vigilância compartilhada do laboratório de dados Fogo Cruzado. Por meio de uma plataforma colaborativa na web, a equipe georreferencia em mapas abertos acontecimentos que envolvem tiroteios no Rio de Janeiro e em Recife. Com base na noção comunicacional de sistema de relações, reflete-se sobre interações territoriais com o atual contexto de redes digitais para pensar o vigiar como um conceito articulador, cujo foco específico de estudo intitulamos de vigilância compartilhada. Metodologicamente, o trabalho se situa no âmbito do paradigma indiciário, com uma abordagem processual semiótica para captar os rastros deixados por semioses sobre a violência armada nas plataformas digitais. O resultado dessa incursão é a concepção de territorialidades semióticas, que traduzem modos tendenciais de sentidos engendrados por este vigiar compartilhado. O percurso metodológico se divide em compreender as processualidades da vigilância compartilhada, desvendar o percurso acontecimental dos tiroteios, identificar os modos de semiotização da plataforma, analisar os enquadramentos da violência armada e mapear as territorialidades semióticas engendradas pelo laboratório de dados. A guerra entre facções, milícias e polícias seria um inibidor de qualquer espécie de monitoramento. No entanto, um dos efeitos de sentido das redes digitais, o anonimato, viabiliza a identificação de territórios em conflito. Assim, destaca-se o papel orientacional executado neste sistema de relações através de um vigiar compartilhado, articulado pelo laboratório de dados Fogo Cruzado. Em particular, a noção ampla que esta característica apresenta por se posicionar também como um observatório social, construído em várias interfaces (jornalísticas, científicas e colaborativas) que georreferenciam a violência armada e a colocam em debate com a sociedade. |