Incidência de Helicobacter spp. em mucosa gástrica de gatos em Recife – Pernambuco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: MACÊDO, Josenaldo Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Medicina Veterinária
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Ciência Veterinária
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Cat
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/5708
Resumo: O presente trabalho foi delineado para investigar a incidência da bactéria Helicobacter spp. em gatos oriundos da cidade do Recife do estado de Pernambuco. As amostras de estômagos analisadas, foram coletados de 119 gatos sem raça definida e idade, sendo 56 machos e 63 fêmeas provenientes do Centro de Vigilância Ambiental (CVA), capturados na cidade do Recife. Foram realizados para pesquisa de Helicobacter spp., os métodos de teste rápido da urease, o exame histopatológico corado pela técnica hematoxilina-eosina (HE) e pelo método de coloração Giemsa. As análises pelo teste rápido da urease mostraram que em 83,92% das amostras dos machos (47/56) e em 80,95% das amostras das fêmeas (51/63), foi detectada reação positiva para Helicobacter, sendo 82,35% (98/119) na totalidade das amostras. As análises pelo método de coloração pelo Giemsa mostraram que em 73,21% das amostras dos machos (41/56) e em 74,60% das amostras das fêmeas (47/63), foi encontrada a bactéria Helicobacter spp. , sendo 73,94% (88/119) na totalidade das amostras. Na análise das amostras coradas pela técnica de coloração hematoxilia-eosina (HE), verificou-se que em 59,66% das amostras (71/119) apresentaram alterações histopatológicas como: infiltrado linfoplasmocitário com folículo linfóide, microabcesso, necrose, hipotrofia; e em 40,34% das amostras (48/119) não apresentaram alterações histológicas. Dessa forma, os microorganismos do gênero Helicobacter spp. são capazes de gerar inflamação gástrica no gato, sendo necessário cada vez mais aprofundar as pesquisas a respeito da importância clínica e da gênese de neoplasias gástricas nesses animais. Concluiu-se neste trabalho que gatos oriundos da cidade do Recife, estado de Pernambuco apresentam alta incidência de helicobacteriose.