Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Echenique Dominguez, Carlos André |
Orientador(a): |
Martins, Ana Tais |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/131900
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Resumo: |
Esta tese discute o silenciamento de vozes em uma dada contextualização do ethos jornalístico na produção de noticiário em jornais de Posadas e Porto Alegre, e investiga a cobertura realizada pelos veículos em relação ao projeto de construção de duas hidrelétricas na fronteira entre os dois países, Brasil e Argentina, no rio Uruguai, denominadas complexo de Garabi- Panambi. Três grandes eixos sustentam esse trabalho: o conhecimento sobre o meio-ambiente, o ethos jornalístico e a cena social do acontecimento Garabi. O saber ambiental foi tratado desde a sua origem na teoria marxista que descreve a separação do homem da natureza pelo trabalho, a falha metabólica presente até hoje no cerne da questão da crise ambiental do século XXI. O ethos jornalístico e seus valores e essência foram recuperados historicamente, perfazendo um trajeto que se inicia na modernidade, onde o Jornalismo ganhou a forma atual, e chegando aos dias de hoje, quando a atividade enfrenta o desafio de conseguir dar conta da complexidade e das falhas decorrentes do processo discursivo de uso da linguagem jornalística. Para compreender o contexto social em que transcorre o acontecimento Garabi- Panambi, foi feita uma investigação jornalística com o método de apuração para produção de reportagem. Esta reportagem-ensaio trouxe a voz dos ribeirinhos, suas histórias e culturas, estabelecendo a polifonia de vozes. Foram analisados os discursos do noticiário de quatro jornais: Zero Hora, Correio do Povo, Primera Edición e El Territorio. O resultado dessa análise aponta a ausência da voz dos ribeirinhos que seriam atingidos pelo projeto. Conclui-se que o Jornalismo dá uma grande contribuição para a discussão da complexidade ambiental se estiver centrado em um ethos que considere efetivamente a possibilidade de liberdade no acaso e na contingência dos discursos e dos saberes que estão contidos na expressão do pensamento, na formação de imagens, no devir dos sentidos, no sentir das emoções. A força das imagens naturais e dos saberes não científicos comporia este ethos. Um ethos que aceite e estimule a necessidade de interação com o ambiente e os seres vivos. Com a reflexão desta contextualização sobre o território e seus habitantes, e com as teorias do Jornalismo, Ambientalismo, Análise do Discurso e Imaginário, recortamos conceitos para fazer um retrato do universo simbólico que envolve jornalistas e ribeirinhos. Postula-se que a imersão no natural e em suas imagens é determinante para a formação de saberes jornalísticos que produzam sentidos múltiplos e complexos, acolhendo outros conhecimentos da sociedade em que o jornalista está inserido e onde ele exerce seu ofício. |