Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Redaelli, Raquel |
Orientador(a): |
Costa, Fernanda Vieira Amorim da |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/212522
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Resumo: |
As doenças que acometem a cavidade oral de gatos são comuns e podem apresentar prognóstico desfavorável, principalmente em pacientes portadores de retroviroses. A interação entre os potenciais agentes infecciosos nesses pacientes não foi completamente explorada. Na medicina veterinária, a micoplasmose não-hemotrópica aparentemente está apenas relacionada às infecções de trato respiratório cranial e caudal em felinos, porém faltam pesquisas sobre o assunto na investigação do seu papel nas lesões orais. O objetivo do presente estudo é investigar as principais causas primárias e secundárias envolvidas nas lesões de cavidade oral dos felinos domésticos, avaliando o papel da infecção oral por Mycoplasma sp. e associando-a com a presença de retroviroses em gatos domésticos. Os pacientes selecionados foram gatos encaminhados para profilaxia oral e tratamento periodontal por indicação médico-veterinária no Serviço de Medicina Felina da UFRGS e em uma clínica veterinária particular no período de junho a dezembro de 2019, sem restrições entre sexo e idade dos pacientes, nos quais foi realizada avaliação clínica e laboratorial, teste rápido imunoenzimático para detecção de anticorpos de FIV e antígenos de FeLV, e exame histopatológico e PCR para Mycoplasma sp. de tecidos orais obtidos por biópsia durante o procedimento de tratamento odontológico. Foram incluídos no estudo 78 pacientes com lesões orais, em idade entre dois e 16 anos (média 7,6 anos) e, dentre elas, as mais prevalentes foram doença periodontal moderada a grave em 57,7% dos gatos, reabsorção dentária em 35,9% e gengivoestomatite crônica em 23% dos pacientes. Dentre estes, 23 (29,5%) eram positivos para infecção por vírus imunodepressores (FIV e/ou FeLV), sendo 12 (15,4%) positivos para FIV, 11 (14,1%) positivos para FeLV e apenas um apresentou resultado positivo para as duas retroviroses simultaneamente. Foram encontrados 36 (46,2%) resultados positivos para Mycoplasma sp. O presente estudo identificou que gatos infectados por retroviroses apresentam gengivoestomatite crônica mais comumente do que gatos negativos, e que a associação entre o diagnóstico clínico de gengivoestomatite crônica, a infecção por FIV e/ou FeLV e a detecção de Mycoplasma sp. foi estatisticamente significativa (p=0,003). Sugere-se estudos avaliando o papel do tratamento antimicrobiano contra Mycoplasma sp. nestes pacientes. |