Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Manara, Leonardo Maihub |
Orientador(a): |
Fonseca, Carlos Ventura |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/277168
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Resumo: |
Especialmente a partir do ano de 2016, tornou-se alvo de atenção e preocupação a nível global, o fenômeno da ampla disseminação de informações falsas. Tal fenômeno pode ser interpretado como parte da chamada Desordem Informacional, mas também ampara a discussão a respeito da possível chegada de uma Era da Pós-Verdade. Este trabalho teve como objetivo investigar a interlocução entre o fenômeno da Desordem Informacional e a área de Educação em Ciências, e desenvolver uma intervenção contra a desinformação, em aulas de ciências do Ensino Fundamental. A pesquisa contou com três elementos principais: a) uma revisão bibliográfica, mapeando e analisando produções brasileiras acerca de intervenções contra a desinformação, em teses e dissertações; b) uma exploração das percepções discentes acerca do fenômeno da desordem informacional; c) um estudo de caso, apresentando e avaliando o processo de implementação de uma intervenção contra a desinformação, em aulas de ciências da natureza do ensino fundamental, utilizando elementos da estratégia de inoculação contra a desinformação. A intervenção foi realizada em turmas de sétimo ano do ensino fundamental, em uma escola municipal da região serrana do Rio Grande do Sul. Os dados da revisão foram coletados através do repositório da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Para a análise das percepções discentes e avaliação da intervenção, foram coletadas respostas a questionários, materiais escritos produzidos pelos estudantes, e um diário de bordo elaborado pelo professor. Os dados foram avaliados através de uma abordagem mista, possibilitando uma aproximação mais abrangente dos fenômenos estudados. Nossa revisão apontou para a prevalência de intervenções educacionais, mobilizando especialmente as diversas alfabetizações e letramentos. O estudo das percepções discentes possibilitou destrinchar critérios utilizados pelos estudantes para julgar informações em ambientes virtuais, além de analisar suas concepções quanto às soluções possíveis para a disseminação de informações falsas, e as motivações envolvidas no fenômeno. Por fim, a análise da intervenção possibilitou avaliar uma série de seus desdobramentos sobre os participantes de pesquisa, e destacar o potencial da discussão objetiva de informações falsas em sala de aula, como recurso para a contextualização e aprendizagem, e no sentido de formar estudantes preparados para lidar, de forma ativa e informada, com o fenômeno da desinformação. A pesquisa contribui para o campo de pesquisa sobre o combate à desinformação na Educação em Ciências, oferecendo subsídios para o desenvolvimento de estratégias pedagógicas para o ensino de Ciências crítico, em um contexto marcado pela desordem informacional. |