Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2007 |
Autor(a) principal: |
Diefenthaeler, Helissara S. |
Orientador(a): |
Heineck, Isabela |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/12911
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Resumo: |
O uso inadequado de antimicrobianos é fator determinante para disseminação da resistência bacteriana. Vários países têm usado como estratégias políticas de restrição para tornar o uso mais racional. Principalmente em hospitais, onde a utilização é mais prevalente. Embora o uso empírico seja a opção de tratamento em muitas condições clínicas, sabe-se que exames microbiológicos de cultura e teste de sensibilidade antimicrobiana (TSA), podem orientar uma prescrição mais racional. Para se avaliar a adequação de prescrições de antimicrobianos de uso restrito no Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo, considerando resultados de exames microbiológicos e protocolos clínicos da instituição, foram analisadas 372 prescrições de pacientes internados. O tipo de infecção foi a única justificativa apresentada para o uso de antimicrobianos, sendo a maior freqüência para infecções do trato respiratório inferior (59,4%) seguido das do trato urinário (10,8%). O tratamento inicial empírico ocorreu em 89% dos casos. Dos pacientes com uso empírico (331/372), 66,7% apresentaram pneumonia. Nesta situação, devido à dificuldade de coleta de material, o tratamento é baseado nos prováveis agentes causadores e o uso empírico é aceitável. O exame de cultura foi solicitado em menos da metade das prescrições 48,7%(181/372), e o TSA foi realizado nos casos de cultura positiva (121/181). O resultado do TSA apontou que o tratamento inicial prescrito estava adequado em 76% dos casos (92/121). A necessidade de troca do esquema terapêutico inicial foi identificada em 12,7% (23/181) dos casos que realizaram cultura e TSA. A troca de esquema ocorreu em 65,2% (15/23) dos casos, nos demais o médico optou por não alterar devido à resposta clínica do paciente. Das prescrições avaliadas conforme protocolos, 71,9% (192/267) demonstraram indicação terapêutica de acordo com a recomendação. De acordo com os protocolos, observou-se uma freqüência maior de adequação das prescrições e das condutas laboratoriais quando comparada com outros estudos. Estes resultados podem estar associados às políticas de restrição de uso adotadas pela instituição. |