Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Hartke, Sara |
Orientador(a): |
Moraes, Marcelo Gravina de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/211471
|
Resumo: |
As solanáceas são particularmente afetadas por Botrytis cinerea, incluindo a espécie ornamental Petunia hybrida (petúnia). A infecção de flores por B. cinerea representa uma importante fase do ciclo de vida desse patógeno em inúmeras interações. Por essa razão, mecanismos de defesa que atuam em flores têm o importante papel de restringir a dispersão de B. cinerea para outros tecidos saudáveis dos hospedeiros. Diante disso, o presente trabalho objetivou prospectar mecanismos de resistência de petúnia à B. cinerea e caracterizar a função e expressão de genes em flores durante a interação petúnia-B. cinerea. Para tanto, cultivares comerciais de petúnia foram avaliadas quanto à resistência à B. cinerea. Flores da cultivar Picobella White apresentaram menor nível de colonização por B. cinerea em comparação com flores da cultivar Picobella Rose. No intuito de investigar as respostas de defesa que atuam em flores de Picobella White e que podem não ocorrer ou ocorrer com menor eficiência em flores de Picobella Rose, as flores dessas cultivares foram empregadas na análise de expressão de genes potencialmente envolvidos na resistência ou que atuem como potenciais alvos de manipulação por B. cinerea. Adicionalmente, as flores das duas cultivares foram submetidas a análises histopatológicas. Os genes codificantes das defensinas florais PhDEF1 e PhDEF2 foram expressos em menor nível nas flores de Picobella White em comparação com as flores de Picobella Rose, ambas desafiadas com B. cinerea. Portanto, os referidos genes foram submetidos à caracterização funcional por meio do silenciamento. Apesar de serem consideradas defensinas, a literatura relata que PhDEF1 e PhDEF2 são altamente fitotóxicas quando liberadas do vacúolo, sendo que essa liberação provavelmente ocorre em células danificadas por B. cinerea. O silenciamento de PhDEF1 ou PhDEF2 reduziu o nível de colonização das flores por B. cinerea. Sendo assim, os resultados sugerem que, em interação com B. cinerea, a ação fitotóxica das duas defensinas beneficia a colonização por B. cinerea, tendo em vista que a morte de células do hospedeiro é requerida para o desenvolvimento da doença. Logo, é possível que os menores níveis de expressão de PhDEF1 e PhDEF2 verificados nas flores de Picobella White justifiquem as diferenças observadas entre as cultivares quanto ao nível de colonização por B. cinerea. Além disso, compostos fenólicos autofluorescentes foram detectados na parede de células da epiderme de flores de Picobella White a partir de 12 horas após a inoculação com B. cinerea (hpi). Em flores de Picobella Rose, apenas uma fraca fluorescência foi detectada em 48 hpi. Em conjunto, os resultados parecem demonstrar que Picobella White ativa mecanismos de defesa capazes de limitar a proliferação de B. cinerea em suas pétalas. |