Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Manrique Garcia, Diana |
Orientador(a): |
Gerhardt, Tatiana Engel |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
spa |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/201164
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Resumo: |
Esta tese é o resultado de um exercício etnográfico nas comunidades próximas à ribeira no alto do Rio Iténez (Guaporé) na Amazônia Boliviana. Seu tema principal são os processos de cura e seu objetivo é fazer um debate crítico entre as práticas de cuidado e as realidades de cura, detalhando em como se decide e atua em relação a estas nas comunidades locais. A ênfase dada é que a cura nas comunidades observadas não é uma, mas são múltiplos processos que estão associados a campos ontológicos diversos e relacionais Envolve a interação de multiplicidade de seres e agências e não se reduz ao agir no corpo das pessoas. Trata-se, com efeito, de processos complexos que não separam o micro do macro, fato que nos conduz a aprofundar nas lutas pela terra e os territórios, bem como às diversas expressões organizativas e indígenas com suas constantes re-criações. A longeva e violenta história colonial e sua marcada presença dos corpos missionários, estendida até atualidade também cobra lugar nestas discussões, junto às novas formas coloniais presentes nos distintos dispositivos institucionais de poder como o que se conjuga na institucionalidade da política sanitária. A tese persegue a descrição analítica de tais operações instalando na cura no fio condutor desta complexa trama. Destacando-se nos cenários locais, roteiros imprevisíveis onde se ressaltam campos micro- políticos de re – existências onde o agir cotidiano re- politiza o cuidado e a cura em seu potencial reivindicativo e criativo. |