Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) em pacientes morbidamente obesos submetidos à cirurgia bariátrica : correlação entre os achados histopatológicos das biópsias hepáticas intraoperatórias e estado glicêmico basal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Souto, Kátia Elisabete Pires
Orientador(a): Damin, Daniel de Carvalho
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/170935
Resumo: Introdução: A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) tem como causa principal a obesidade. Atualmente não existe tratamento medicamentoso específico para DHGNA. A cirurgia bariátrica surge como uma alternativa de tratamento em pacientes morbidamente obesos. Objetivos: Analisar, através de biópsia hepática intra-operatória, o grau de comprometimento hepático em obesos submetidos à cirurgia bariátrica, correlacionando os achados histopatológicos com o estado glicêmico dos pacientes. Métodos: Estudo de coorte prospectivo incluindo 521 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica de julho de 2001 até dezembro de 2016. Os pacientes foram classificados em três grupos de acordo com o status glicêmico basal: 167(32,05%) diabéticos tipo 2 (G1), 132 (25,33%) pré-diabéticos (G2) e 222 (42,61%) obesos normoglicêmicos (G3). Foram obtidas biópsias hepáticas transoperatórias, as quais foram classificadas conforme os critérios de Brunt e do NASH-CRN. As variáveis clínicas e bioquímicas e histológicas foram comparadas antes da cirurgia e durante o seguimento pós-operatório. Resultados: A prevalência de DHGNA nesta coorte foi de 95%. Não houve diferença quanto ao gênero e IMC entre os grupos. Observaram-se taxas mais altas de fibrose (56,4% G1 vs 29,2% G2 vs 28,6% G3 p<0,001) e Esteatohepatite Não Alcoólica (EHNA) (59,4% G1vs 49,2% G2 vs 36% G3 p <0,001) nos pacientes diabéticos. Apenas 1,5 %, dos diabéticos apresentaram histologia normal (vs 7,76% G2 vs 15,7% G3).