Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Vaz, Júlia Dalla Corte |
Orientador(a): |
Quintero, Pablo |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Palavras-chave em Espanhol: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/283119
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Resumo: |
O Brasil é um país cuja história está marcada por inúmeros confrontos violentos causados pela questão da terra, com divergências entre indígenas e agricultores. A partir da perspectiva da antropologia histórica, o objetivo deste estudo foi analisar as relações sociais- com destaque para as disputas de poder- imbricadas no contexto conflituoso do território da Terra Indígena (TI) Serrinha, que tem como pano de fundo as práticas de arrendamento, consideradas ilegais na legislação brasileira. A metodologia foi composta por trabalho de campo, desenvolvido através de entrevistas qualitativas em profundidade, somado à pesquisa em arquivos e à exploração de fontes secundárias e textos jornalísticos. Localizada no norte do Rio Grande do Sul, a TI Serrinha é habitada pelo povo Kaingang, que foi expulso do local entre 1940 e 1963 para dar espaço à colonização europeia dentro de um processo de esbulho posto em prática pelo governo estadual, legitimado pela ideia de “desenvolvimento nacional”. Após a retomada realizada nos anos 1990, nasceu uma nova comunidade, formada por indígenas e colonos, com grupos historicamente determinados pela etnicidade, pela origem e pelo parentesco, bem como por questões concernentes ao trabalho, às hierarquias de poder e às disparidades econômicas entre os indígenas. Salienta-se que a causa principal das desigualdades sociais e dos conflitos são os arrendamentos de terras, contudo, a complexidade da problemática exige uma análise cautelosa, sem concepções pré-concebidas de quaisquer conjuntos ou indivíduos. Assim, reitera-se a importância da antropologia engajada, cujo foco são temas que atravessam a vida cotidiana e que impactam na materialidade das relações e da reprodução social das comunidades subalternizadas. |